Sobre gays, viadinhos e preconceito socioeconômico

Neste último mês, dois textos (de autoria de um ator transformista da capital baiana, e que foram publicados em seu perfil no Facebook – reproduzidos abaixo) nos chamaram a atenção e decidimos escrever sobre eles. Por que? Porque algumas coisas não podem ser ignoradas e porque cidadãos que sofrem preconceito deveriam ser mais solidários uns com os outros.

TEXTO 1: A POLÊMICA

“GAYS E VIADINHOS Ontem observando a movimentação no Farol da Barra e adjacências fiquei a divagar no pensamento vendo a fauna circulante e pude perceber claramente que dentro do meio homossexual, mais precisamente do masculino, existem dois perfis muito distintos , que por falta de uma nomenclatura mais apropriada, chamarei aqui de GAYS e de VIADINHOS. Apesar de aparentemente pertecerem à mesma classe (homossexuais) seus comportamentos, códigos, conduta e até aparência são muito díspares entre si …basta um olhar mais apurado sobre a questão. Os gays se inserem normalmente a paisagem local…os viadinhos se destacam, é quase um recorte na multidão; Os gays flertam, paqueram…os viadinhos intimam, intimidam, passam a mão; Os gays usam as tendências da moda à seu favor…os viadinhos, quando n estão c o jeans da irmã mais nova 3 numerações abaixo da sua, usa TUDO q ouviram falar q está “na moda”, se nenhum critério estético; Os gays cortam os cabelos, hidratam, cuidam…os viadinhos usam esculturas capilares horrendas e pegajosas; Os gays compram cerveja, vodkca, água, champanhe…os viadinhos não compram nada: esperam que alguém lhes ofereça; Os gays cantavam junto com a Daniela Mercury as maravilhosas composições de Chico Buarque…os viadinhos gritava: canta Maimbê, canta Maimbê!!!!! Os gays ao encontrarem um amigo o abraçava ou dava dois beijos no rosto…os viadinhos gritavam ensandecidos, não sei o porque; Os gays após o show sentaram-se ns bares p comer ou beber algo…os viadinhos peraneciam saracotiando pelas ruas como se o asfalto estivesse em chamas ( aqueles que não foram admirar a vista no fundo do Farol); Os gays depois de uma certa hora, foram para suas casas , ou p a casa de um amigo, namorado ou ficante…os viadinhos continuarm por lá…à espera de um milagre; e, por fim, no dia seguinte os gays acordaram ou p ir p seus trabalhos, ou à praia ou à academia….e os viadinhos….ah, eles ainda n tinham chegado em casa….o tranporte público é cruel nessa cidade!!”

Após a polêmica provocada pelo primeiro texto, veio o segundo, reproduzido abaixo:

TEXTO 2: A RESPOSTA

“Estou extremamente feliz em ver a repercussão que o meu post anterior “Gays e Viadinhos” obteve aqui na rede. Acho q a discussão, a polêmica e o debate sempre são válidos e trazem luz aos temas q devem ser discutidos de forma aberta e demócratica, condições q a internet e suas redes sociais tornaram possíveis.Acho bem mais legal postar algo q instigue o debate do q coisas do tipo:” acabo de abrir a geladeira…como uma maçã ou tomo um iogurte?” Mas devido a alguns comentários (todos aceitos e mantidos!) me sinto com vontade de fazer um comentário mais aprofundado sobre o meu texto anterior, digo comentário, não retratação ou retificação….n mudo uma linha do que disse anteriormente.

Antes de mais nada, assino o texto e o coloco no perfil da Rainha Loulou, um personagem q criei e mantenho a 10 anos. Drag queen, transformista, cross dresser, traveco, bicha de show….n importa a denominação que se use p designar. Um homem, homossexual,assumido,q usa peruca, make, salto e roupas femininas p fazer seu trabalho e/ou se divertir. Dessa forma, como muitos podem supor, um alvo em potencialde preconceito, discriminação e todo tipo de pensamentos, atitudes e julgamentos de caráter ofensivo e desrespeitoso, isso sendo bastante eufemista.

Outro fato é que uma drag queen em como matéria-prima para seu trabalho o humor, a piada, que pode se manifestar de diversas maneiras, seja como uma caracterização ridicularizante, seja com nueros musicais cômicos ou seja através de um texto, como eu fiz. A minha intenção ao escrevê-lo foi fazer humor, fazer rir da mesma forma que ri sozinha ao observar os tipos q cito no meu texto. Não faço julgamento de valores, não digo q gay é bom e viadinho é ruim. Pq acredito piamente q cada um sabe a dor e a delicia de ser o q é. por isso n me sinto na obrigação de ser “politicamente correta”( aliás, odeio essa expressão!!!), quero fazer humor e fazer pensar.

E para terminar e deixar bem claro q , ao contrario dos q alguns talvez por n terem alcançado a piada, me acusaram…n sou preconceituosa, classista nem pequeno-burguesa, eu simplesmente AMO quando meus amigos queridos me chamam de gay safada, viadinho-pão-com-ovo, gay maldita e viadinho quá-quá-quá….e também ADORO chamar meus queridos amigos do meu convivio diário como Valerie, Mitta, Suzzy, Ginna, Bia, etc de viadinhos uó!Rsrsrs

Então p vocês gays q se sentiram a ultima bolacha do pacote e p os viadinhos q se ofenderam…sorry, mas eu escrevi só p vcs rirem um pouquinho, nada mais.”

Na hiperdemocracia americana, o jornalismo pode se dizer livremente de direita ou de esquerda, longe da nossa ilusão ou pretensão de objetividade brasileira, que nada mais é do que encenação. O ativismo político segue a mesma linha e as posições costumam ser bem claras e demarcadas. Nos Estados Unidos, você – jornalista, pessoa pública, cidadão preocupada com um determinado assunto etc – diz A ou B e atura as consequências, visto que a cobrança por parte da opinião pública é intensa, engajada e partidária.

O que isso nos ensina é que, em sendo uma pessoa pública não se pode em uma democracia dizer certas coisas publicamente e esperar que não haja consequências. Porque, no exemplo americano, a ideia de liberdade de expressão nunca é compreendida desvencilhada da ideia de accountability. Ou seja, as pessoas podem ser punidas por manifestarem publicamente opiniões que incitem a criminalidade, por exemplo.

Outra coisa que pode ser aprendida no modelo americano é que hiperdemocracia dá espaço para opiniões extremas regulamentadas pela opinião pública para o bem ou para o mal. Pois talvez estejamos nos tornando uma hiperdemocracia agora que começamos a acordar, através das redes sociais, para o mundo do conflito político e da luta pelos direitos. Mas precisamos repetir os mesmos erros do modelo americano? Achamos que não.

Alguém pode achar, pensar ou acreditar em qualquer coisa, mas o direito a expressar tudo o que você pensa há de ser limitado. Por que? Porque viver em grupo, em sociedade, exige concessões. E não estamos com isso apregoando a volta da ditadura – somos democráticos! – ou algum tipo de censura!

Não queremos censurar. Vamos dar um exemplo. Se um indivíduo é racista, nada o impede de alimentar uma espécie de fé ou crença ou até ideologia racista. No exato momento em que essa pessoa expressa sua corrente de ideias racistas contra um outro indivíduo ou em público – contra a sociedade -, ela está cometendo um crime tipificado no nosso código penal. E não é crime apenas porque está no código penal mas foi tipificado no código penal porque é antiético em acordo com a ética democrática e social brasileira. E porque é antiético em acordo com a ética global expressa na declaração dos direitos humanos – um acordo entre governos e sociedades para o bem comum. Os nossos cidadãos, juntos, entenderam que o racismo é errado porque tem consequências danosas para os mesmos cidadãos representados nesta democracia. O racismo mata, exclui, impede o exercício de direitos naturais como a vida digna com qualidade etc.

De início, parece que o TEXTO 1, que resultou em todas essas reflexões, se reporta a questões de etiqueta ou de quem dá mais pinta. Mas não é bem por aí, o buraco é mais embaixo. Há preconceito socioeconômico no TEXTO 1 e criticá-lo não é um tolhimento à liberdade de expressão. Ou seja, não, não podemos falar tudo sob o pretexto de humor como argumenta o TEXTO 2. Rafinha Bastos, ex-Band, por exemplo, já compreendeu essa lição.

O texto primeiro é extremamente preconceituoso no que diz respeito a perfil socioeconômico e não pode escapar pela tangente em uma alegação irresponsável de humor só porque a popularidade de seu autor garantiu ao texto discriminatório, através do alcance das mídias sociais, uma repercussão muito maior do que a esperada. Não se trata de uma questão de humor politicamente correto ou incorreto. Está implícita naquele texto a tese de que determinadas pessoas, que não seguem a uma determinada gramática gay, não devem ocupar determinados espaços públicos! E quem somos nós para legislar sobre como deve ser o outro a menos que o outro esteja cometendo algum ato desumano?

Há de se fazer humor com o que se deve fazer humor. Falar qualquer coisa de qualquer coisa de qualquer forma não é liberdade de expressão. É irresponsabilidade, ignorância, falta de compaixão pela miséria alheia. Já fora engraçado fazer piadas sobre negros. Hoje é crime de racismo, e em face disto, não se discute se é politicamente correto ou incorreto – É ERRADO. Isso se deu por que de uma forma ou de outra se entendeu que este tipo de piada é inaquada porque reforça preconceitos que atrapalham vidas inteiras. O mesmo tem que se passar quando o assunto é sobre gays. Por que estratificar? O que acontece muito claramente no texto é o fortalecimento da ideia de que ser “gay” (logo, classe média, ou alta) é melhor que ser “viadinho” (pobre e suburbano). Se há uma gramática gay a ser seguida, como sinaliza o TEXTO 1, não podem os heterossexuais dizerem que há uma gramática hetero a ser seguida pelos gays para que eles se tornem… menos gays?

Seguindo a mesma linha de raciocínio do segundo texto, que se apoia na liberdade de expressão citada da constituição brasileira, pastores evangélicos estão autorizados a dizer nos respectivos púlpitos que gays devem cessar de existir (morrer ou mudar). Estamos agora nos alinhando com os inimigos só para fazer graça? Para conseguir seguidores? Para ganhar fama de polêmicos e profundos? Não se pode chegar em Berlin, gritar “Heil Hitler” e dizer, na sequência, “tô de brinks, galera esperta” e esperar que fique tudo bem.

Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, liberdade de opinião e expressão aparecem bem depois do direito à vida, do direito à dignidade, da não segregação por gênero, etnia etc, lá no artigo XIX, porque os redatores e signatários daquela declaração entenderam que dignidade, fraternidade, respeito e direito à vida vinham antes em importância.

Então, não, NÃO se pode fazer piada sobre tudo. porque para algo ser engraçado, algo precisa ser ridicularizado. E por que ridicularizar quem tão pouco tem?

O riso é uma forma de nivelamento social, cultural, econômico e pode servir para derrubar do palanque figuras hierarquicamente acima de nós. E o riso tem funcionado costumeiramente assim. Então, a pergunta novamente se impõe, por que derrubar quem já tem pouco? Qual é a graça disso? Ser miserável certamente não é engraçado. Ter pouco não é engraçado. Subsistir ao invés de viver com qualidade também não é engraçado.

É de se admirar alguém trabalhar com entretenimento no Centro de Salvador (um lugar muito pobre no que diz respeito a dinheiro e cachês, mas rico em cultura alternativa) e ridicularizar parte do próprio público. É como cuspir para cima: pode sujar a própria testa.

por João Barreto e Leandro Souza

 João Barreto – Jornalista

 

Jornalista e mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. É analista de comunicação e cultura, especialmente de poéticas audiovisuais. Também tem interesse em desenvolvimento sustentável.

Twitter: @jaobarreto / Blog – http://jaobarreto.wordpress.com/

 

 

 

Leandro Souza – Estudante e bioinformata

Estudante de engenharia civil, ateu, gay, ativista pelos direitos civis e pelo estado laico.

Twitter: @leosouza84

 

Veja também:

16 comentários para “Sobre gays, viadinhos e preconceito socioeconômico”

  • Adel Lage:

    Textos da Rainha Lou Lou que causaram tanta polêmica aos gays baianos, agora recebe reposta adequada.

  • Flávia Figueirêdo:

    Acho uma grande bobagem levar-se o bom humor a níveis acadêmicos, qual fosse uma análise metódica de uma consulta clínica, uma dissecação de cadáver ou um sermão em latim. Uma verdadeira frescura. Simplesmente.

    O texto da Lou Lou é bacana e engraçado. Apenas. Ponto. Alguém vai dizer que é mentira, outros que nada disso acontece; outros ainda, que se acontece é devido à falta de políticas públicas e de sustentabilidade.Qualquer dia, até tomar um copo de cerveja vai ter que passar por um crivo, um selo de qualidade. Será que atende ao “modelo da hiperdemocracia americana”?! Minha gente, vão distrair-se! Conceito e prática diferem-se em extremos muito opostos, na maioria das vezes. E discursos – principalmente, os politicamente corretos – parecem viver à parte da realidade do mundo. Quer saber? Pra mim, preconceito tem muito mais a ver com os olhos nos olhos do que com o que se escreve ou o guardanapo que se limpa a boca, ou o New York Times que no final de todas as discussões vai pro lixo. Acho válido rir de si próprio um pouco. Rir. Apenas. Ou só de vez em quando.

    Acordem, Alices. Ce la vie! E ela pode ser muito boa pra quem sabe levá-la menos à sério.

    • Leandro Souza:

      Cara Flávia,
      Perdoe-me por ser fresco, mas analisarei fora da academia o que você escreveu.
      O texto não é bacana e nem engraçado. Certamente foi uma tentativa de fazer humor – acredito que não discordamos deste ponto – mas que saiu pela culatra.
      Todos estes comportamentos descritos no texto realmente acontecem. Vemos todos os dias “viadinhos” (como descritos por Loulou) agindo e falando da forma mostrada no texto.
      Mas a questão é: Por que isso inferioriza estas pessoas, em detrimento aos “Gays” (conceituados por Loulou)?
      Como levantado no texto, convoco-a, ou a qualquer outro, a escrever um texto, neste mesmo tom jocoso, comparando negros e brancos. Colocando um grupo como inferior ao outro, ou comparando características e comportamentos análogos e estratificando-os, como a Loulou fez no texto. Já questionei isso em alguns comentários que fiz sobre o referido texto, e todos os meus interlocutores se esquivaram da resposta.
      Vamos ver se será tão engraçado quanto defendem que o texto da Loulou é.
      Bj Band

    • Olá Flávia,

      Identifiquei os seguintes argumentos no seu comentário.
      Respondo abaixo ponto a ponto.

      1 – Humor não se discute na academia. Analisar só se faz na academia. Analisar é fresco.

      -> Na academia se discute tudo. Aqui, sendo um site jornalístico também se discute tudo. Em todo lugar, deveria se discutir tudo. Seríamos uma sociedade melhor se fosse assim. Não compreendo separar teoria da prática como está implícito no seu comentário. E os jornais, benzinho? Sem análise no texto jornalístico, é melhor só publicar release de assessoria, né? Pessoalmente, somos frescos, analisamos coisas. É OK ser fresco! Tudo certo por aqui. ;)

      2 – O texto de Lou Lou é engraçado, mas pessoas podem discordar.
      -> É engraçado para quem? Para pessoas preconceituosas. Sim, todo mundo pode discordar e concordar com absolutamente tudo. Alguns concordam com Hitler, outros com Silas Malafaia e alguns de nós preferem pensadores que não foram responsáveis pela morte – direta ou indireta – de ninguém. Ou seja, algumas opiniões são éticas, algumas são antiéticas, simples assim.

      3 – A coluna é politicamente correta e fora da realidade.
      -> Vá na Liberdade (Salvador; Bahia) fazer piada racista para combater o politicamente correto. Vejamos o que acontece. Vá em Berlin, chegue na Brandenburger Tor e grite “Heil Hitler”. Depois diga ao policial que é brincadeira. Vamos ver só o que acontece.

      4 – Conceito e prática são coisas diferentes.
      -> Não, não são. Se fossem, a academia ficaria no alto de uma Torre de Marfim, sem função para a sociedade e esse raciocínio é ultrapassado e pouco prático. Você ferve água de torneira antes de beber (pra matar os micróbios que, em teoria, estão na água da torneira)? Porque se entende que teoria e prática são distintas, é melhor escancarar o bocão no chuveiro e resolver a sede por lá mesmo. Hehehe.

      5 – Tem que rir de tudo.
      -> Certamente. É por isso que damos risadas em velórios.

      Abraço
      João

  • Lady Àgatha:

    É bem melhor inimigo declarado, que um amigo falso.
    Portanto é melhor que o seu pensamento seja compartilhado com os demais do que guardado.
    Prefiro que se um individuo tem pensamentos homofóbicos que se declare e que fique bem longe de mim ou então que compreenda algumas coisas.

    No que se diz respeito aos textos, o único erro foi titular os grupos desta forma “Gays e Viadinho” pois torna-se pejorativo o fato de designar um dos grupos no diminutivo.

  • Flávia Figueirêdo:

    Tanto barulho. Por nada. Absolutamente… Não rio de tudo, mas continuo exercitando o riso e o sorriso. Sim. Sempre.Inclusive, em velórios – tão moralmente patrulhados como a vida dos vivos. Olha, eu gosto muito de observar, ouvir, escutar, aprender, às vezes discutir, mudar de ideia… Mas, o que não consigo levar à sério é uma certa soberba de tanta gente tão dona de tantas e tais verdades. Tudo enumeradinho em prateleiras cuidadosamente deturpadas. Comparações cegas, sem pé nem cabeça…deixa lá… Vamos em frente. No caso dessa discussão, não vai levar a lugar nenhum mesmo. Pelo menos, diferente do que já conheço. Valeu a diversão.Rs. Ou, quiçá, apenas o esforço…

    PS: também bebo água de chuveiro. E do mar. Com toda a minha frescura que me cabe e é peculiar, me fazendo – por que não – uma rélis idiota.
    Simples assim. ;)

  • Leandro Souza:

    Ainda espero a resposta sobre o texto que sugeri… pq qd questiono isso nem ao menos tocam no assunto?

  • Flávia Figueirêdo:

    Leandro, não me parece que comportamento tenha a ver com raças ou qualquer outra classificação étnica, por exemplo. Comportamento é comportamento. Atitudes, idem. Independente de cor, crenças e até mesmo qualquer outro rótulo que nos venham pintar, com quem nos deitamos. Assim, apenas, me parece.

  • João Barreto:

    Flávia,

    Você se esquiva dos argumentos com acusações ingênuas de implausibilidade, falta de sentido etc, mas nada demonstra. Ou não leu o texto ou leu e não entendeu. Não tenho o que rebater e não fui convencido pelos seus argumentos – você nada demonstrou, só apontou o dedo dizendo isto serve e isto não serve a partir do seu padrão de gosto. Esta nunca foi uma discussão sobre gosto. É uma questão do que você sabe ou do que não sabe, do que percebe e do que não percebe. É uma questão do que você analisa, e do que você não analisa. Você finalmente cede quando diz que não entende que a gramática do texto tenha a ver com etnia, poder econômico etc. E apenas nisso, seu momento de humildade que tanto exige de nós, tem a minha simpatia.

    A discussão não levou a lugar nenhum porque você é fraca em argumentos, desorganizada em retórica e faz tanto sentido quanto alhos e bugalhos. Esconde-se em sandálias de humildade que acha que calça, fazendo acusações de arrogância que certamente dizem mais sobre si do que sobre o outro. Eu sei de algumas coisas, eu estudei para isto e não vou fingir o contrário só para agradar quem não cumpriu o mesmo percurso intelectual ou cultural que eu. Pelo menos no campo do conhecimento, a meritocracia ainda funciona, não é mesmo?

    Se você tivesse me apresentado um argumento sequer que fosse coerente, eu teria recuado e lhe daria a tão sonhada razão, da qual você parece carecer.

    Prateleiras são necessárias, não se faz conhecimento sobre nada sem prateleiras.

    De resto, nnão vou convidá-la ao meu velório. Hehe. :D

    Não sou um idiota, porém – lição do texto – quem quiser ser que o seja.

    Sem mais.

  • João Barreto:

    Ah sim, só para deixar claro, por conhecimento compreendo não só o conhecimento científico, mas também o conhecimento que vem da experiência, das interações sociais e culturais etc. Pessoas independem de educação formal para obterem argumentação coerente e conclusões plausíveis. Mas, novamente, as pessoas não são iguais e devem ser respeitadas em suas diferenças. Da mesma forma, alguns mais percebem e outros menos percebem. Algumas fazem mais sentido e outras fazem menos sentido. Como você mesma disse, é a vida, é assim mesmo (“c’est la vie”).

    Sem mais (agora, de verdade, hehehe).

  • Parabéns, o texto ficou ótimo, a reflexão foi pertinente. Antes do humor vem o respeito pelo outro, independente do que este “outro” seja. O supremo direito do ser e da vontade, garantida pela declaração dos direitos humanos, invalida qualquer tipo de ridicularização.

  • Marcos Ferz:

    Sinceramente, dá para entender porque a profissão do jornalismo, não requer mais diploma! Hoje qualquer viadinho pode ser rotular “jornalista”. Essa que fazem faculdade de segunda categoria e ficam “babando ovo” ou querem aparecer sob qualquer coisa!
    O Texto da Loulou foi fantastico! Ela expor um fato! Se vocês acham que é um “ataque aos direitos humanos”, ah faça mil favor!

    Eu não vejo humor nos fatos: vejo realidade!

    Ahazou LouLou e continue nos contemplando com suas cronicas!

  • Oi Marcos!

    Revisei o seu comentário porque os erros de português me ofenderam. Hehehe.
    Flávia, viu só? Tenho humor afinal!

    Abaixo:

    “Sinceramente, dá para entender porque a profissão do jornalismo não requer mais diploma! Hoje, qualquer viadinho pode se rotular “jornalista”. Esses que fazem faculdade de segunda categoria e ficam “babando ovo” ou querem aparecer de qualquer forma!
    O texto da Loulou foi fantástico! Ela expôs um fato! Se vocês acham que é um “ataque aos direitos humanos”, ah, faça-me o favor!

    Eu não vejo humor nos fatos: vejo realidade!

    Arrasou, LouLou, e continue nos contemplando com suas crônicas!”

    Pronto, de resto, ainda sem argumentos a rebater. :)

    Lembrando que não se separa sujeito e predicado com vírgula, adjunto adverbial deslocado para o início da frase deve vir seguido de vírgula, todas as proparoxítonas são acentuadas, o presente do indicativo dos verbos é diferente de sua forma infinitiva e a ignorância não é uma benção.

    Abraço!

  • [...] dias atrás, o Dois Terços publicou um texto escrito por mim por Leandro Souza que rendeu muita discussão (ainda bem!), com comentários muito positivos e comentários muito [...]

  • A palavra escrita dá márgem a mais interpretações do que a palavra falada. Se estivéssemos ouvindo (tendo acesso ao tom de voz) ou melhor ainda vendo (tendo acesso às expressões) o(a) autor(a) poderíamos ter uma noção maior do que realmente ele desejou passar.

    Porém o conteúdo do TEXTO 1 de fato é discriminatório e nem com a melhor interpretação cômica do nosso querido Chico Anísio deixaria de ser de mau gosto.

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