CUS homenageia Caio Fernando Abreu no Dia Mundial de Combate à Homofobia

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16 de maio de 2016
por Genilson Coutinho

O grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade (CUS) realiza nesta terça-feira, 17 de maio, Dia Mundial de Combate à Homofobia, uma homenagem ao escritor Caio Fernando Abreu (foto). A atividade 20 anos sem Caio Fernando Abreu irá ocorrer às 17h no auditório do Pavilhão de Aulas Glauber Rocha (PAF 3), campus de Ondina, e contará com uma mesa-redonda, a leitura dramática de uma nova peça teatral de Djalma Thürler e a exibição de filmes de curta-metragem inspirados nas obras de Caio.

A mesa redonda será composta pelos professores Alexandre Nunes (UFCA) e Paulo Garcia (UNEB). Alexandre apresentará fragmentos dos contextos políticos e suas reverberações tanto na escrita ficcional como na produção jornalística do autor gaúcho. “Vou abordar aspectos do Caio F. no desbunde experimental, o Caio dark pós-Lennon e o Caio jardineiro pós-AIDS”, disse ele. Já Paulo vai enfatizar que a obra de Caio Abreu produz algumas formas de subjetividades dilatadas. “A leitura que viso para o teatro do autor busca expressar personagens que estão situadas na contraface da normatividade de gênero e na reivindicação de identidades sexuais”, explicou.

Logo após a mesa redonda, Djalma Thürler fará uma leitura dramática de um texto de sua autoria que estreia em setembro, com a ATeliê voaOR Companhia de Teatro. “Hay cuerpos que no deben repertise em la aurora” retrata o universo amoroso em Caio F.

Depois da leitura dramática, serão exibidos três curtas metragens baseados na obra de Caio: Morangos mofados, Sargento Garcia e Dama da noite. Para saber quem foi Caio, clique em http://www.caiofernandoabreu.com/

A homenagem a Caio Fernando Abreu faz parte das atividades do CUS no Maio da Diversidade. Outras duas atividades também estão previstas para esta semana. No dia 18, na sala 106 do PAF5, às 18h, ocorre um debate sobre cisgeneridade com a pesquisadora e ativista Viviane Vergueiro.

Já no dia 19, na sala 303 do PAF4, será realizada uma roda de discussão sobre ativismos da monogamia compulsória, com Mônica Barbosa, autora do livro Poliamor e Relações Livres: do amor à militância contra a monogamia compulsória.

Para finalizar, no dia 24 de maio, às 17h, no auditório 1 do PAF 5, a mesa redonda intitulada Genealogias excêntricas: artes queerfeministatrans e conhecimentos dessubjugados, com João Manuel de Oliveira (Portugal), Tiago Sant´Ana e Thaís Faria.

A entrada para todas atividades e gratuita, sem necessidade de inscrição prévia. Participantes receberão certificados.