Café-Teatro Rubi comemora 5 anos com show do mestre João Bosco

Música, No Circuito
18 de outubro de 2018
por Genilson Coutinho

Como parte das comemorações de 5 anos de atividades culturais ininterruptas, o Café-Teatro Rubi, Wish Hotel da Bahia,  traz o cantor e compositor mineiro João Bosco para se apresentar nos dias 26 e 27 de outubro, às 20h30, com um show intimista, de voz e violão, criado especialmente para a ocasião.

Bosco, que é considerado um dos maiores compositores da música brasileira, vai se apresentar do jeito que mais gosta, com um banquinho e um violão. No repertório, grandes sucessos, como O bêbado e o equilibrista, Corsário, Falso brilhante e tantos outros gravados por ele e também por grandes nomes da música popular brasileira.

Esse mineiro de Ponte Nova é considerado um artista que consegue equilibrar o domínio da técnica com a emoção na medida certa. É dono de uma linguagem própria, em que as invenções melódicas e harmônicas soam simultaneamente espontâneas e requintadas.

Desta forma, na concha do violão de Bosco parece ecoar a história do samba, da música brasileira, da música negra norte-americana, caribenha, das músicas das velhas gerais e da cidade do Salvador. Sempre com destaque para a sua fecunda parceria com o compositor Aldir Blanc.

Mais sobre João Bosco

Filho de pai libanês, João começou a tocar violão aos 12 anos, incentivado por uma família repleta de músicos. Suas primeiras influências foram Ângela Maria, Cauby Peixoto, Elvis Presley e Little Richard.

Alguns anos depois, ingressa na Escola de Minas, em Ouro Preto, para cursar engenharia civil. Apesar de não deixar de lado os estudos, dedica-se sobremaneira à carreira musical, influenciado principalmente por gêneros como jazz, bossa nova e tropicalismo. É na histórica cidade mineira, em 1967, na casa do pintor Carlos Scliar, que conhece o poeta Vinícius de Moraes, com o qual compõe as canções Rosa-dos-ventosSamba do Pouso e O mergulhador, dentre outras.

Em 1970, conhece aquele que viria a ser o seu mais frequente parceiro, com quem compôs mais de uma centena de canções: Aldir Blanc. O mestre sala dos mares, O bêbado e o equilibrista, Bala com bala, Kid cavaquinho, Caça à raposa, Falso brilhante, O rancho da goiabada, De frente pro crime, Fantasia, Bodas de prata, Latin Lover, O ronco da cuíca, Corsário, dentre muitas outras, são todas parcerias com Blanc.

A primeira gravação de João sai no disco de bolso do jornal O Pasquim: Agnus Sei (1972). No ano seguinte, sela contrato com a gravadora RCA, lançando o primeiro disco, que leva apenas seu nome. Ainda em 1972, conhece Elis Regina, que grava uma parceria sua com Blanc: Bala com Bala. A carreira de Bosco deslancha quando Elis grava o bolero Dois pra lá, dois pra cá.

A partir daí, e de vários outros sucessos na voz da Pimentinha e de outros nomes consagrados da MPB, como Milton Nascimento, o artista passa a fazer parte do time dos grandes cantores e compositores da música brasileira.