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Cantora e compositora Savannah Lima concorre no Festival da Educadora com a canção “Odara”

Redação,
25/11/2020 | 13h11
(Foto: Divulgação)

Savannah Lima é cantora, compositora, atriz e poetisa. Uma multiartista negra, baiana, natural de Salvador, que transforma letras em canções desde os 12 anos e se apresenta nos palcos desde os 15, com sua voz forte, sensível e poderosa. Iniciou sua carreira como backing-vocal, mas não demorou muito para ganhar destaque e ser convidada para integrar os vocais da banda feminina Didá, do Mestre Neguinho do Samba.
Durante sua trajetória de 17 anos de carreira, além da Banda Didá, a cantora dividiu o palco com artistas consagrados como: Margareth Menezes, Carlinhos Brown, Ilê Aiyê, Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Arlindo Cruz. Também cantou com nomes da nova geração da música preta brasileira, como Majur, Bia Ferreira e a banda instrumental baiana Panteras Negras. Viajou o Brasil com o espetáculo “Guerreiro”, do Circo Picolino; já comandou o Bloco Afoxé Filhas de Gandhy; apresentou-se no TedX São Paulo e no festival Universo Paralelo; formou-se atriz na Oficina de Performance Negra do Bando de Teatro Olodum; e atuou na peça Sortilégio II, com direção do premiado Ângelo Flávio, sendo o texto de Abdias do Nascimento. Idealizou, dirigiu e produziu o show “Oferendas”, exaltando a natureza, os Orixás e fortalecendo a luta no combate à intolerância religiosa, realizando apresentações em Salvador e São Paulo; atuou no filme ADA, da cineasta Rafaela Uchoa, pelo qual foi eleita como melhor atriz coadjuvante no Festival Palma Cine 2020.
Savannah é dona de uma voz mezzo-soprano potente e aveludada, que transmite irreverência e ousadia, mas também uma presença sensível e afetuosa.
[18:00, 23/11/2020] Mila Cord: Odara traz a ligação com os costumes construídos a partir da comunidade familiar ancestral, que resultam em memórias da infância, que são importantes para a preservação da afetividade.  A capoeira é um elemento ancestral de arte e também jogo, uma ginga dos costumes, história e ensinamentos da linguagem diaspórica. A alfazema um elemento ancestral de afetividade e referência histórica para as famílias que crescem no Candomblé. A coletividade da nossa cultura popular é exaltada nessa música doce e suave, que nos leva para esse universo mágico, de cura acolhedora. 
[18:00, 23/11/2020] Mila Cord: Odara é uma música composta partindo da relação de Savannah com uma criança negra de nome Odara, que brincava, crescia e construía valores e afetos dentro dos laços familiares de uma família negra candomblecista. Odara são todas as meninas e meninos negros, de pés descalços, simplicidade e amor das comunidades negras baianas.