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Ativista de Salvador pede ajuda para retirar silicone industrial do corpo

Redação,
15/02/2021 | 20h02
(Foto: Arquivo pessoal)

A ativista Ariane Senna, 28 anos primeira mulher transexual a se graduar em Psicologia em Salvador, vem sofrendo bastante nos últimos dias, após aplicação de silicone industrial nas nádegas, por uma bombardeira. Em contato com o Dois Terços, Ariane fez um desabafo da sua situação, e de uma amiga, que o silicone desceu para os pés.

Bastante abalada, Ariane nos informou que tem usado diversos medicamentos mas as dores continuam. De acordo com a ativista, ela já procurou o ambulatório trans, contudo, não foi atendida pois a instituição não realiza esse tipo de procedimento. A mesma busca ajuda de profissionais que possam ajudar no tratamento e retirada do silicone.

Entenda o caso neste breve relato de Ariane:

“Tive complicações com o uso do silicone industrial no bumbum. Fiz o procedimento há cerca de um mês e foi utilizado pouca quantidade do produto. Desde então, venho sofrendo com sensações de queimaduras, uma vez que o silicone foi colocado por debaixo de minha pele, ao invés da bombadeira colocar tudo por debaixo do músculo. É uma prática que os médicos se recusam a mexer e por isso, tenho vivido durante todo esse mês me automedicando com antiinflamatórios, compressa de água quente e tudo o que a bombadeira e outras trans que eu falei me sugeriram fazer. Mas o problema não sai, muito pelo contrário, aumentou, tenho me sentido muito abalada psicologicamente com isso e como sei que essa é uma prática ainda recorrente, inclusive entre as novinhas, gostaria de alertar sobre os perigos e ao mesmo tempo pedir ajuda para o meu problema.

Alguns dos medicamentos usados por ela sem sucesso (Foto: Arquivo pessoal)

A amiga que fez o procedimento também teve complicações, o silicone desceu para as pernas e pés. Muitas de nós, mulheres trans e travestis ainda recorrem ao silicone industrial e não relata os seus problemas, omitem e acabam vivendo as dores também na clandestinidade. É importante falarmos que isso que é uma questão de saúde e não meramente estético, que precisamos de uma assistência para não fazermos isso. Não existe ainda produtos que substituam o silicone para desenhar o corpo de forma acessível a nossa população.

Sei que não estou sofrendo sozinha!”

Os interessados em ajudar Ariane, enviar contato para redacao@doistercos.com.br.