Visibilidade na ordem do dia por Genilson Coutinho

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11 de agosto de 2017
por Genilson Coutinho

SellenaRamos trabalha como auxiliar administrativaem numa faculdade de Salvador e estuda Direito(Foto: acervo pessoal)

Por Genilson Coutinho

Na última quinta-feira (10), a TV Bahia fechou com chave de ouro a série sobre transgêneros baianos, o quadro foi apresentado com sutileza e didatismo pela jornalista Wanda Chase que entrou de corpo e alma no projeto aprovado pela comunidade LGBT de Salvador.

Uma iniciativa como essa nos faz celebrar e nos fortalece para continuarmos na luta e enfrentamento da LGBTfobia no Brasil, buscando caminhos para redução e punição dos assassinos de trans e travestis que colocou nosso país como número 1 em morte de trans e travestis no mundo.

Celebro muito este momento na tv baiana visto o serviço prestado as milhares de famílias baianas que tem em suas casas uma Sellena, Teodoro, Dricas e que não sabem como lidar com essas questões inerentes aos transgêneros. Por mais que tudo ainda seja muito novo, a série serviu para mostrar a dona Joana lá do Subúrbio a existência de homens e mulheres trans em nossa cidade e o mais importante, que somos seres humanos e isso já é o bastante para contribuir com a nossa luta.

Mas essa cutucada não apenas chegou à casa de dona Maria, mas sim a bares, restaurante, consultório médico e tantos outros espaços na cidade fazendo com que essas pessoas dedicassem um pouco do seu tempo para tentar entender algo que até então não estava no eixo das discussões e vivências de milhares de pessoas que nunca tinham ouvido falar sobre o assunto. Vale ainda ressaltar essa contextualização com a abordagem do tema na novela “A Força do Querer”, vivido pela personagem Ivana, interpretada por Carol Duarte.

E os preconceituosos estarão se perguntando que viagem é essa da TV Bahia? Relaxem queridos, vocês ainda irão aprender muito por meio da televisão que aos poucos vai entendendo que os tempos são outros e é momento para falarmos de respeito ao ser humano e não sobre minha orientação sexual, religião, cor da pele e tantos outros padrões pré-estabelecidos em bases vazias com alicerces pautados em teorias do achismo e preconceito.

Finalizo nossa conversa com alegria e a certeza que nossas lutas pequenas ou grandes continuam valendo por nos trazerem conquistas humanas!

Assista nos link abaixo os programas:

primeiro programa

Segundo programa    

Terceiro programa