Viajantes LGBT devem passar férias em destinos Anti-LGBT?

Comportamento, Social
2 de agosto de 2016
por Genilson Coutinho

Nenhum destino deve ser fora do alcance para os viajantes LGBT – contanto que eles sejam devidamente informados, diz um dos principais especialistas em marketing LGBT. Falando na conferência de TTG LGBT desta semana, Auston Matta, co-fundador da Outfluential e co-autor do blog de viagem gay Two Bad Tourists, disse que existem três preocupações fundamentais para o mercado de viagens LGBT: segurança, conforto e aceitação.

Ele disse que os agentes devem abordar estas questões, mesmo que estejam reservando férias para destinos LGBT.

Enquanto 76 países em todo o mundo consideram ilegais os atos homossexuais – com o risco de pena de morte em pelo menos 10 delas – Matta salientou que esses destinos não tem que ser considerados fora dos limites para os viajantes LGBT, contanto que eles tenham acesso aos recursos corretos de segurança, leis e costumes.

Ele disse: “o público LGBT quer ir para muitos destes destinos, e é da responsabilidade da indústria de viagens ajudar a informá-los. Se eles querem ir, mande-os para lá, mas verifique se eles têm os recursos e as ferramentas certas para se certificar de que eles tenha não só uma oportunidade agradável, mas também segura. “

Matta sugeriu que os agentes realizem pesquisas a fundo sobre as leis de um país e os direitos LGBT para informar plenamente aos seus clientes.

Por exemplo, cada ilha do Caribe tem suas próprias leis sobre a homossexualidade, enquanto que, em determinados destinos, existem discrepâncias entre as legislações sobre a atividade homossexual masculina e a feminina.

Ele também recomendou que os agentes garantam que os viajantes tenham sempre os detalhes da embaixada do seu país em mão, e que eles saibam as leis locais e as normas culturais antes de chegar a um destino. A Tailândia é o destino mais amigável – LGBT na Ásia, ele apontou, e mesmo assim, uma demonstração pública de afeto por parte de casais de qualquer orientação sexual é considerada ofensiva.

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