Um novo cargo: líder de diversidade para as empresas

Comportamento, Opinião, Social
16 de novembro de 2020
por Genilson Coutinho

*Por Celson Hupfer, CEO da Connekt e Doutor em Psicologia Social

Debater sobre diversidade em empresas é algo antigo, mas é um tema que sempre está em pauta e é constantemente explorado. Embora não seja uma pauta recente do ambiente corporativo, muitos profissionais ainda possuem dúvidas sobre e por que implementar a cultura de diversidade em suas empresas e como desenvolver esse projeto de forma inclusiva e que realmente cause transformação.

Para se ter uma ideia da importância de falar sobre diversidade dentro do ambiente corporativo, um recente estudo realizado pela consultoria McKinsey and Co. em 12 países mostrou que companhias que possuem times de executivo com maior variedade de perfis são mais lucrativas. O levantamento contou com a participação de mil empresas globais e ainda revelou que empresas com maior diversidade de gênero possuem 21% de chances de apresentar resultados acima da média do que organizações que com menor presença de diversidade.

Esse é apenas um dos muitos dados que exemplificam claramente a necessidade de formar um novo cargo de liderança dentro da cultura das organizações: o líder de diversidade. Basicamente, uma empresa diversificada possui colaboradores com distintas idades, etnias, necessidades especiais, religião, estado civil, crenças, orientações sexuais, classes sociais, gêneros e culturas.

Pode não ser claro, mas a diversidade é presente nas empresas e o papel do RH é iniciar um trabalho de mudança com os colaboradores para incentivar uma nova cultura, reforçando o código de conduta de respeito ao próximo. Para que isso seja posto em prática, também é necessário que líderes e motivadores dentro da empresa, trabalhem sempre a inclusão de profissionais na equipe como o tratamento igualitário perante os outros funcionários.

Conhecer os colaboradores que compõe a empresa é um primeiro passo para que o líder realize uma análise concreta, principalmente de funcionários que se encaixam em tais diversidades, para procurar saber mais sobre as suas competências e os motivos que favoreceram seu interesse pela oportunidade de fazer parte da empresa. Esse é um bom começo para que o RH entenda o seu quadro atual e passe a traçar novos planos para ampliar a diversidade nas empresas.

Se a empresa pensa em levar a sério o tema sobre diversidade, talvez uma boa ideia seja repensar seus processos seletivos. Isso porque depois de um tempo, os vícios de um processo seletivo antiquado e pouco inclusivo, podem ter se tornado o padrão. Mas isso não significa que o líder não possa inovar!

Os processos seletivos digitais podem ser uma boa opção para a inclusão e oportunidade de ainda mais profissionais. Nestes moldes, o sistema avalia o candidato de acordo com suas competências, alcança um público maior e dá como resultado perfis que que tenham mais correspondência com a posição, sem quaisquer preconceitos.

O verdadeiro líder é aquele lidera pelo exemplo. Reforce a cultura de inclusão e diversidade nas empresas e torne isso não apenas como um diferencial competitivo diante das outras empresas, mas como algo que os colaboradores que atualmente fazem parte da sua equipe, realmente valorizem. Esteja disposto a abrir mais espaço para que outras empresas também conversem sobre o tema e reconheçam sua importância.

*Sobre Celson Hupfer
Celson Hupfer é fundador e CEO da Connekt, plataforma inteligente de recrutamento digital. Com mais de 30 anos de experiência como executivo no segmento financeiro, planejamento estratégico, análise de riscos e área comercial, já passou por cargos de diretoria no antigo BankBoston e no Itaú. Também foi consultor autônomo em um empreendimento próprio, a Hupfer Consultoria, empresa de assessoria e consultoria de desenvolvimento de pessoas. Doutor em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) e membro do conselho do mestrado profissional da Fundação Dom Cabral, é especialista em liderança, tendo liderado equipes de mais de 1.500 colaboradores e implantado programas de expansão. Formado em Economia pela USP, com curso em Psicanálise no Instituto Sedes Sapientiae.

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