Testes rápidos de HIV será oferecido neste domingo (6), no Porto da Barra; confira os horários

AIDS em pauta, Notícias
5 de dezembro de 2015
por Genilson Coutinho

Para sensibilizar a população jovem – grupo prioritário de saúde devido à vulnerabilidade a que estão expostos -, a Secretaria de Saúde de Salvador encerra neste domingo (6), com um grande mutirão de testagem no calçadão da praia do Porto da Barra, das 16h às 19h fechando a Semana Vermelha de Incentivo ao Diagnóstico Precoce do HIV na capital.

Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 734 mil pessoas vivam com HIV no país, sendo que 150 mil desconhecem sua situação.

Salvador é a 12ª cidade com maior incidência de Aids entre as capitais brasileiras. Somente este ano, foram notificados 770 novos casos da doença na capital baiana.

10 motivos para fazer teste de HIV

  1. Não custa ter certeza

Mesmo que você não acredite que possa ter a doença, não custa fazer o teste, que é gratuito. Você pode fazer o exame laboratorial Elisa anti-HIV ou o teste rápido, que fica pronto em 30 minutos e é feito com uma gota de sangue coletada da ponta do dedo.

  1. Aumento de casos entre jovens

Uma a cada três pessoa infectadas em todo o mundo tem entre 15 e 24 anos, de acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), posicionando os jovens entre um dos grupos que mais preocupam o governo. No Brasil, a atenção está voltada principalmente para homens entre 15 e 19 anos. Entre as razões estão a propensão em assumir comportamento sexual de risco, sobretudo sob o efeito de álcool e drogas e maior sensação de invulnerabilidade. Além disso, essa é uma geração que não vivenciou o auge da epidemia da doença, na década de 1980, o que cria um distanciamento dos riscos da doença.

  1. O contágio pode ocorrer de várias formas

O contágio ocorre por meio de contato com sangue, secreção vaginal, esperma, leite materno, transfusão de sangue, instrumentos que furam ou cortam não esterilizados e por transmissão vertical (materno-infantil). Todo mundo deve fazer o teste, mas se você teve algum comportamento de risco como contato íntimo sem o uso de preservativo ou compartilhamento de seringa, é sua obrigação fazer. Lembrando que não ocorre transmissão, por exemplo, pelo beijo, abraço, suor, lágrimas, compartilhamento de toalha, talher, prato ou contato físico com pessoas contaminadas.

  1. Quando mais cedo melhor

Quanto mais cedo a doença for descoberta, antes o tratamento pode ser iniciado. O tratamento é feito com medicamentos antirretrovirais que fortalecem o sistema imunológico e combatem o vírus. Apesar de não curar a doença, o tratamento é importante para aumentar o tempo de vida, diminuir a carga viral e reduzir o risco de contrair doenças relacionadas à aids como pneumonia e tuberculose. O tratamento pode ser feito gratuitamente pelo SUS com um coquetel medicamentoso.

 

  1. Sintomas demoram para se manifestar

É difícil diagnosticar a doença apenas pelos sintomas. As primeiras manifestações da doença acontecem de 3 a 6 semanas após a contaminação e são febre e tosse seca, que podem ser confundidos com resfriado. Entretanto, os principais sintomas são tardios, aparecendo apenas de 8 a 10 anos após a contaminação, ou quando o sistema imunológico está debilitado por doenças ou tratamento médico. Eles se manifestam por meio de manchas avermelhadas na pele, ínguas, suor noturno, tosse seca prolongada, cansaço, perda rápida e significativa de peso sem dieta, diarreia por mais de um mês e candidíase genital ou oral persistente. Por isso, o ideal é fazer o teste. Após assumir comportamento de risco aguarde 40 a 60 dias para fazer o teste, antes desse período o resultado pode dar falso negativo.

  1. Não existe distinção entre grupos de risco

Quando começaram os primeiros casos de aids foram delineados grupos considerados de risco compostos por usuários de drogas injetáveis, homossexuais masculinos e receptores de transfusão sanguínea. A denominação foi substituída por comportamento de risco, afinal, nas palavras do Dr. Dráuzio Varela, um usuário de droga que compartilhe seringas com dez companheiros HIV-negativos não adquire o vírus, enquanto uma senhora monogâmica corre risco com o marido infectado.

  1. Conhecimento sobre o assunto não significa imunidade

Não basta ter conhecimento sobre a doença, é preciso conscientizar-se de que apenas o teste pode comprovar sorologia negativa. É impossível saber se não fizer o teste. Pesquisas realizadas pelo Ministério da Saúde indicam a existência de mais de 700 mil pessoas convivendo com Aids no Brasil, sendo que, entre essas, aproximadamente 250 mil nunca fizeram teste e não conhecem sua sorologia.

 

  1. Não é motivo de vergonha

 

Muito pelo contrário, é um sinal de que você se preocupa com o seu corpo e com a sua saúde. Se o resultado for negativo, você tem a certeza de que não está infectado. Se o resultado for positivo, você tem a chance de começar o tratamento cedo e levar uma vida saudável.

  1. O teste é sigiloso

O exame pode ser realizado nos laboratórios de saúde pública, por meio do atendimento do usuário nas unidades básicas de saúde, em CTAs (Centros de Testagem e Aconselhamento) e em laboratórios particulares. Nos CTAs, o procedimento pode ser feito de forma anônima e gratuita. O ideal é realizar o exame após consulta e aconselhamento médico.

  1. Consciência tranquila

Você vai ficar mais leve ao tirar esse peso da cabeça. Se o teste der negativo, continue usando camisinha mesmo que tenha parceiro fixo. É difícil admitir, mas mesmo em relações monogâmicas é possível o contágio. Se o teste der positivo, comece o tratamento imediatamente, continue usando camisinha e seja sincero com seus parceiros.