“Temos que nos aposentar”, diz líder LGBT ironizando projeto de “cura gay”

Genilson Coutinho,
25/06/2013 | 09h06

Em resposta ao projeto aprovado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, presidida por Marco Feliciano (PSC-SP), que autoriza psicólogos a realizarem tratamento de reversão da sexualidade, o ativista Toni Reis pediu aposentadoria compulsória por invalidez. “Se somos doentes, somos inválidos. Logo, temos que nos aposentar”, declarou o ativista, que encaminhou o pedido de aposentadoria aos ministros Garibaldi Alves, do Ministério da Previdência Social, e Alexandre Padilha, do Ministério da Saúde. “Sendo uma dessas pessoas inválidas, devido à minha condição homossexual que é de notório saber, venho por meio deste requerer minha aposentadoria compulsória, com direito a acompanhante especializado, retroativa até o início das primeiras manifestações da minha homossexualidade, por volta do ano de 1970″, afirma Toni Reis, diretor do grupo “Dignidade”, no documento. Ainda usando da ironia contra o bizarro projeto, o ativista ressalta que talvez aconteça uma falência na Previdência Social caso todos os brasileiros homossexuais tomem a mesma atitude.