| Faz quase um mês que eu anunciei que iria escrever algo que chamei informalmente de "cartilha gay". Muitas têm sido as queixas contra a apatia generalizada que domina o nosso meio: alienado, egoísta, incapaz de fazer sua parte para que as conquistas sociais e políticas de que tanto precisamos efetivamente aconteçam. Essas críticas de fato procedem (embora elas não sejam aplicáveis somente aos gays, como eu já disse), mas o simples fato de reclamar não basta e não resolve os problemas. Por isso, achei que não seria má ideia sugerir uma lista de atitudes viáveis e possíveis, para que a classe média gay - que é o público que lê meu blog, convive e se comunica comigo - se encorajasse a sair da inércia e percebesse que fazer algo pela causa LGBT não é tão chato e difícil como se pensa. |
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O entusiasmo com que minha iniciativa foi recebida mostrou que ela estava longe de ser redundante. Existem inúmeros grupos e ONGs atuando em diversas searas pelos nossos interesses, mas por algum motivo, eles não conseguem se comunicar com todos nós - seja pelo uso de fórmulas batidas e discursos pouco atraentes, seja pelo próprio desinteresse (ou mesmo preconceito) da classe média pelo seu trabalho. Nesse sentido, a "cartilha" serviria como um esforço paralelo, não competindo com a militância, mas somando forças com ela, tentando alcançar um público que ela não atinge. Afinal, o que importa é que mais pessoas se conscientizem de que os avanços tão sonhados são de responsabilidade de todos.
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Fonte:
Inserido em 06/07/2009
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