Teatro Sesc Casa do Comércio reabre com concerto do projeto Sonora Brasil no sábado (22)

No Circuito, Teatro
17 de julho de 2017
por Genilson Coutinho

Foto108 SonoraBrasil Samba de Pareia da Mussuca

O Teatro Sesc Casa do Comércio, um dos principais espaços culturais da capital baiana, volta à ativa neste mês de julho totalmente renovado. Para marcar a reabertura, será realizado no dia 22 de julho (sábado), a partir das 17h, um concerto do grupo sergipano Samba de Pareia da Mussuca, que excursiona por meio do projeto Sonora Brasil, do Sesc, com o tema “Na Pisada dos Cocos”. O evento é aberto ao público.

Liderado por uma mestra, Dona Nadir, o grupo apresenta músicas que fazem alusão a situações do dia a dia,  com muita irreverência, dança coreografada e indumentária alegre e simples, utilizando um chapéu de palha como adereço. O Povoado de Mussuca fica no município de Laranjeiras, que dista 23 Km de Aracaju, capital de Sergipe. É uma comunidade de remanescentes quilombolas que se empenha para manter as tradições herdadas de seus antepassados, como a Dança de São Gonçalo e o Samba de Pareia.

O TEATRO – O Teatro Sesc Casa do Comércio, inaugurado em 27 de julho de 1989, reabre neste mês de julho com novos sistema de sonorização e cortinas no palco, de última geração, além da revisão completa dos sistemas cênico e elétrico, garantindo total segurança aos espectadores. Com 546 lugares, incluindo mezanino, além de foyer para exposições e um American Bar, o Teatro é um dos mais nobres espaços culturais de Salvador, localizado na Casa do Comércio, na Avenida Tancredo Neves.

Sobre o Sonora Brasil – Realizado pelo Sesc desde 1998, o Sonora Brasil é um projeto temático e essencialmente acústico que tem como objetivo difundir expressões musicais identificadas com o desenvolvimento histórico da música brasileira. Esta edição de 2017 tem como tema “Na Pisada dos Cocos” apresentando variantes desta expressão lítero-cênico-musical típica da região Nordeste do Brasil trazendo dois grupos que praticam cocos do litoral e dois do interior.

É uma prática coletiva que envolve, na maioria das vezes, grupos mistos, formados por homens e mulheres, que são encontrados em áreas urbanas e na zona rural, inclusive em aldeias indígenas e comunidades quilombolas, onde a dança e a música, integradas, estão presentes nos terreiros, nas festas populares e em ritos religiosos. Cantadores e dançadores são acompanhados ora por instrumentos de percussão como bumbo, ganzá, pandeiro, caixa, etc, ora por palmas ou pela batida dos pés que marcam o andamento, simulando a pisada que prepara o chão batido, atividade praticada nos mutirões a qual se atribui esta característica da dança.