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Teatro

Sucesso de crítica e de público “Volúpia da Cegueira” faz apresentação única no FESTIVAL X-TUDO DO SESI este mês

Genilson Coutinho,
14/07/2016 | 17h07

Foto: Janderson Pires

Depois de dirigir quatro curtas e dois documentários de longa-metragem, o ator e diretor Alexandre Lino estreou em abril desse ano na direção no teatro com grande repercussão. Escrita por Daniel Porto, a peça “Volúpia da cegueira” faz sessão única, no Teatro do SESI – Centro – dia 20 de julho, 19h30.

Em cena, as fantasias e tabus sexuais de quatro personagens cegos, num jogo erótico-afetivo onde imagem e som atuam concomitantemente. Formado por Moira Braga, Felipe Rodrigues, Max Oliveira e Aléssio Abdon, o elenco traz dois atores que são de fato, deficientes visuais, propondo uma inversão de papéis entre eles e o público. Além disso, no início da sessão, o público receberá vendas para os olhos, dando a chance para todos experimentarem a sensação da escuridão plena vivida pelos atores em cena.

O tema “sexo e cegueira” não é uma novidade para Lino, que já havia tratado sobre o assunto na montagem, Asilo Paraíso, baseada na história de seu tio com quem conviveu da infância a adolescência no interior de Pernambuco. Estudos mostram que para a maioria das pessoas  cegas são seres praticamente assexuados.

“Eu nunca tive essa impressão, pelo contrário. Meu tio ficou cego aos 18 anos, no auge de sua descoberta sexual, e continuou sendo muito ativo mesmo depois de desenvolver a cegueira”, conta Lino. Mas a vontade de voltar à pauta veio depois de ler o livro de contos eróticos, Tripé do tripúdio, de Glauco Mattoso, cego, homossexual e masoquista assumido. A partir daí, Lino começou a devorar livros e filmes sobre o tema e resolveu convidar o autor Daniel Porto – o mesmo de O Pastor, Acabou o Pó e Lady Christiny – para escrever a peça.

Foi assim que nasceu Volúpia da cegueira, uma experiência sensorial, que resgata da realidade o material essencial para sua dramaturgia, tentando desmitificar o que se passa na cabeça das pessoas em relação à intimidade dos que não enxergam com os olhos. “Apesar de poética, a peça também tem um caráter documental forte, que está presente em todos os meus trabalhos. A ideia é tentar mostrar que quando estamos falando de sexo, pelo menos nesse campo, ser cego ou vidente não faz diferença”, explica o diretor.

SERVIÇO

Local: TEATRO SESI – (Av. Graça Aranha, 01 – CENTRO)

ÚNICA APRESENTAÇÃO: 20 de JULHO – Quarta-feira às 19h30

Valor: R$ 10,00 (inteira) R$ 5,00 meia.

Gênero: DOCUMENTÁRIO CÊNICO

Classificação: 16 ANOS

Informações: (21) 2563-4168 ou 4163.

Duração: 60 minutos

Capacidade: 356 lugares

Horário da Bilheteria: Segunda a sábado das 13h às 20h.

Vendas: www.ingresso.com