SSA Mapping chega à segunda edição misturando arte e tecnologia na capital baiana

Arte e Exposições, No Circuito
10 de dezembro de 2018
por Genilson Coutinho

Foto: divulgação

Artes visuais, tecnologia, memória, música, performance, audiovisual: diversas linguagens são bem vindas no SSA Mapping, que chega à sua segunda edição em 2018 e se consolida no cenário da arte e da tecnologia da capital baiana. Totalmente gratuito, o festival conta com uma programação artística que acontece entre 13 e 16 de dezembro, em Salvador.

 Sob a curadoria da artista visual paraense Roberta Carvalho, o SSA Mapping apresenta, nos dias 15 e 16, a Mostra Principal com VJ Spetto (SP), Bianca Turner (SP), Fernando Velázquez (Uruguai) e VJ Suave (SP). Os artistas de renome internacional vão exibir obras exclusivas, criadas para a fachada do Fórum Ruy Barbosa, edificação inaugurada em 1949 e ainda hoje sede de comarcas da Justiça estadual. Já o baiano VJ Gabiru (presente na Mostra Principal de 2017) trará o Mapping Gregórios, uma obra especial sobre a cidade de Salvador, a ser exibida nos dois dias de projeção.

 Na Mostra Aberta, novos criadores têm a oportunidade de exibir seus trabalhos através de uma estrutura de projeção de alta qualidade montada no Campo da Pólvora. Uma curadoria coletiva premiará quatro deles com valores de até R$3.500. Serão obras em videoarte, fotografias, vídeo-performances e animações, entre outras linguagens, selecionadas através de chamada pública gratuita, que recebeu inscrições de diversos estados brasileiros e de países como França, Romênia e Colômbia.

 Cada dia será encerrado com uma performance de Interação Música-Imagem, apresentações musicais acompanhadas de projeções mapeadas. No sábado (15), diretamente da cidade de Camaçari, a banda Afrocidade leva ao palco sua fusão entre poesia de resistência do povo negro, ritmos populares baianos como arrocha e pagode e sons universais do dub, reggae e afrobeat. Junto com o grupo, quem comanda as projeções é a VJ Ani Haze, artista visual paulista radicada na Bahia. No domingo (16), a praça será tomada pelo concerto-quebradeira da Sanbone Pagode Orquestra, que mistura os ritmos do pagode baiano com música erudita, em uma apresentação amplificada pelas projeções de Roberta Carvalho, curadora do SSA Mapping.

 O público do evento contará com foodtrucks, bicicletário e lounge, para que possa curtir o festival da melhor maneira possível. A praça abrigará ainda uma feirinha de impressos e artes visuais.

 DIÁLOGOS AMPLIADOS – Além da ocupação artística do Campo da Pólvora, o SSA Mapping amplia o diálogo com a cidade através de iniciativas como Symbiosis, Rolés, oficinas e bate-papo com artistas.

 Criado em 2007 por Roberta Carvalho, o projeto Symbiosis faz uma mescla entre intervenção urbana, fotografia, vídeo digital e instalação, através de imagens projetadas em copas de árvores e áreas verdes de zonas urbanas ou rurais. Iniciado em comunidades ribeirinhas da Floresta Amazônica, o Symbiosis do SSA Mapping será apresentado entre as folhas e árvores sagradas e ancestrais do Dique do Tororó, na quinta-feira (13 de dezembro).

No dia seguinte (14), os artistas convidados para a Mostra Principal participam de um bate-papo sobre sua trajetória e quais são as relações possíveis entre a arte e o espaço público, através de projeções, instalações, performances ou outras linguagens. A mediação do papo é de Roberta Carvalho e a entrada do público é gratuita.

Nos dias 15 e 16, antes de as projeções começarem na fachada do Fórum Ruy Barbosa, o público pode participar dos Rolés, passeios guiados com roteiros criados especialmente para o festival. O Rolé Prédios de Salvador passa por edificações simbólicas do Centro Antigo da cidade partindo do Edifício Sulacap. Já o Rolé Gregórios conduz os participantes por uma viagem pelo Centro Antigo, saindo da Escadaria do Passo e passando por pontos relacionados às poesias satíricas de Gregório de Matos (1636 –1696), o primeiro nome representativo da criação poética feita por brasileiros no Brasil.

Para fomentar o cenário das artes visuais, o SSA Mapping promove ainda duas oficinas gratuitas: “Introdução à criação e performance audiovisual com softwares livres” e “Projeção criativa: videomapping e projeção em superfícies não convencionais”, ambas realizadas dias antes do evento na rua.

 O SSA Mapping foi realizado pela primeira vez em 2017, na Praça Municipal, ponto de fundação de Salvador, com projeções na fachada do Palácio Rio Branco, prédio que originalmente foi sede do governo baiano.

Maior e com mais cores, a segunda edição do festival conta com patrocínio da Oi e do Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Além disso, o festival foi contemplado pelo edital Gregórios, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador.

 SSA Mapping 2018:

– Symbiosis: 13 de dezembro, no Dique do Tororó, 19h30.

– Bate-Papo entre artistas: 14 de dezembro, 20h, na Tropos Co – Rio Vermelho (de acordo com lotação do espaço).

– Mostra Principal, Mostra Aberta, feirinha e foodtrucks: 15 e 16 de dezembro, a partir das 17h, no Campo da Pólvora, com projeções na fachada do Fórum Ruy Barbosa.

– Interação Música-Imagem: 15 e 16 de dezembro, a partir das 21h, no Campo da Pólvora, com projeções na fachada do Fórum Ruy Barbosa.

– Rolé Prédios de Salvador: 15 de dezembro, 16h, saindo do Edifício Sulacap.

– Rolé Gregórios – A poesia pede passagem: 16 de dezembro, 16h, saindo do pé da Escadaria do Passo.

Quanto: gratuito.

Site: www.ssamapping.com.br