“Sou negra, funkeira e bissexual”, diz Ludmilla, capa da Glamour

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2 de setembro de 2019
por Genilson Coutinho

Ver Ludmilla se movimentar de um lado para o outro sem tirar os fones do ouvido, seja nos Stories ou pessoalmente, faz pensar que a frase “a arte existe porque a vida não basta”, do poeta Ferreira Gullar, poderia ter sido inspirada nela. “Vim de Duque de Caxias, sou negra, funkeira e bissexual. Olha quantos gigantes eu preciso vencer com uma única arma, que é a minha voz”, diz.

De fato, a música transborda a existência da cantora, que, aos 24 anos, em agosto, bateu recorde de público fora do País, em Cabo Verde, na África, com 60 mil pessoas na plateia para o show da turnê de Hello Mundo, seu primeiro DVD. Ela mesma compara a sua história com a de Davi, que na Bíblia enfrenta o gigante Golias só com uma pedra e é escolhido por Deus para ser o rei de Israel. Ludmilla é cristã e tem na fé outra arma para vencer. “Meus amigos brincam que virei a louca da Bíblia, mas entendi que, quanto mais a estudo, mais me fortaleço para enfrentar os obstáculos da vida”, explica. E isso inclui tornar público o namoro de dez meses com a bailarina Brunna Gonçalves.
“Tinha 16 anos quando comecei a ver como natural a possibilidade de ficar com mulheres. Contei para a minha mãe na época, mas resolvi expor só agora porque sinto que é com ela que vou ficar para sempre”, conta. Alguns contratos cancelados depois (pois é…), Ludmilla Oliveira está mais leve e pronta para criar conexões apenas com artistas e marcas que tenham os mesmos valores que os seus. “Respeito, mas não entendo como quem namoro interfere no meu trabalho”, indaga.

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