Fernando Guerreiro coloca em cena três espetáculos em Salvador

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O diretor que trouxe de volta as peças “Os Cafajestes” e “Oficina Condensada” movimenta a cena teatral baiana

O diretor de teatro Fernando Guerreiro promete movimentar a cena cultural baiana em suas próximas montagens. “Pólvora e Poesia” (texto de Alcides Nogueira, com os atores Caio Rodrigo e Talis Castro) narra a paixão de Verlaine e Rimbaud, dois poetas franceses e será exibida no Espaço Cultural da Barroquinha em outubro. No mesmo mês, entrará em cartaz a peça “Na Real”, que trata de problemas associados à juventude, como drogas, pirataria e sexualidade, numa trama policial e movimentada. O texto de Iara Regina será encenado no Solar Boa Vista por um grupo de atores jovens selecionados no Projeto Formação de novos atores do Cine |Teatro Solar Boa Vista. Já o espetáculo “Camila Baker, a trajetória de uma atriz que foi sem nunca ter sido” é uma remontagem da comédia de Emilio Boechat, sucesso no sul, com Frank Menezes no papel-título.

Guerreiro trouxe de volta aos palcos os espetáculos “Os Cafajestes” e “Oficina Condensada”, ambos com texto de Aninha Franco e em cartaz no Teatro Módulo até o dia 29 de agosto. A primeira peça mostra quatro machões em cena e faz um verdadeiro deboche ao machismo - usando, para isso, piadas e diálogos que desafiam o (complexo) universo feminino. Toda essa provocação é ideia de Guerreiro, que sugeriu à dramaturga um direitode resposta para o público masculino de teatro depois do monólogo Oficina Condensada, encenado pela atriz Rita Assemany e que mostra a história da mulher ao longo dos séculos.


Novo site para as DST, aids e hepatites virais


O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais está de cara nova na internet. Foram dois anos de discussões até chegar a uma melhor arquitetura da informação sobre o enfrentamento das epidemias no Brasil. O visual segue a tendência de renovação dos websites e encontra-se em uma versão beta, que por um mês ficará em testes para que os usuários e parceiros possam dar opinião sobre a nova ferramenta. Após esse período, a nova versão substituirá a atual. Uma das principais vantagens da mudança da página é facilitar o acesso da população ao conteúdo sobre os assuntos relacionados às doenças.

“A expectativa é que profissionais de saúde e a sociedade em geral participem desta nova ferramenta e contribuam para a visibilidade e qualidade do conteúdo”, observa a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Mariângela Simão. Com a nova versão, as pessoas podem chegar, de forma mais rápida e fácil, desde as dúvidas de como se contrai o vírus da aids até ao conteúdo relacionado aos editais de recursos destinados a ações e projetos desenvolvidos pela sociedade civil. A área de Hepatites Virais tem, pela primeira vez, uma seção exclusiva. O sistema de busca de dados é um dos pontos fortes da nova página. O espaço é um dos mais procurados na página atual.

Os usuários terão ferramenta exclusiva para interagir, compartilhar e difundir as informações de saúde nas redes sociais. Aqueles que quiserem escrever a experiência de viver ou conviver com o HIV/aids contam com ambiente reservado para histórias. O novo site traz a oportunidade de uma maior interação entre as iniciativas locais. Há um espaço para a agenda de eventos de todo o país e as páginas permitem também que o internauta faça comentários.

A linguagem está mais didática, com informações diretas e objetivas para evitar excesso de conteúdo que dificulta o entendimento. A nova proposta também vai facilitar a atualização de conteúdo, eliminando o risco de informações duplicadas. Diferentes áreas do Departamento poderão, por exemplo, fazer referência ou acrescentar dados de camisinha que estarão em uma única página sobre o assunto.

Os gestores de saúde pública têm espaço só para eles. Legislações e editais, além de sistemas que o segmento tem de acessar para alimentar o site com informações sobre quantitativo de preservativos e gel e distribuição de medicamentos estão reunidos de forma mais estratégica. Além disso, um vídeo com as principais mudanças está sendo preparado para familiarizar os visitantes com o novo design.

As informações sobre a XVIII Conferência Internacional de Aids, em Viena, na Áustria, inauguram a área destinada a notícias, com um canal a mais. As novidades do maior evento de aids do mundo vão estar reunidas em espaço exclusivo, alimentado pela delegação brasileira presente na Conferência. A ideia é postar e repercutir as discussões da Conferência sobre o que há de mais atual sobre aids no mundo.

O departamento vem investindo na comunicação por meio das mídias eletrônicas e redes sociais. No ano passado, a internet foi utilizada, com sucesso, como ferramenta de comunicação para todo o país para elencar as discussões que fizeram parte do VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids e do I Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais em julho deste ano. À época, o Prevenção na Rede: Fórum Virtual sobre DST/Aids contou com a contribuição de 12 mil pessoas durante os bate-papos virtuais.

Mais informações
Atendimento à imprensa
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Tel: (61) 3306 7062/7016/7010
Site: www.aids.gov.br – e-mail: imprensa@aids.gov.br


Futebol Gay

Ainda existem as piadinhas que gays só gostam de futebol por causa das pernas dos rapazes, porém essa não é a realidade do site baiano “Futebol Gay". Lançado em junho com novidades e conhecimento sobre o mundo da bola, procura quebar o preconceito e as barreiras entre o gay e o futebol.

 O "Futebol Gay" é um exemplo,  dialoga direito com seu internauta logo na apresentação do site com um breve bate bola dos criadores, que  explicam: "Somos torcedores, amantes do esporte e não aceitamos o preconceito e hipocrisia do futebol, que através dos cartolas e treinadores fingem que é um esporte exclusivo de héteros. Por um esporte não homofóbico".

A nossa equipe conversou com um dos editores sobre o site.

Confira nosso bate bola.

DT Conte-nos um pouco como nasceu essa idéia de criar um site com essa temática?

Sou um leitor sobre futebol e percebi que a mídia sempre discrimina o Richarlyson do São Paulo. Lí a matérias como "Richarlyson assume a zaga"; fotos que sempre insinuam uma homossexualidade, até notícia que ele tinha confirmado ser gay, sendo que de fato nunca aconteceu. Em comunidades do próprio time, ele é execrado. Esse ódio ao Richarlyson é paradoxal, porque o São Paulo já foi noticiado como time que tinha outros jogadores gays, mas nunca foram perseguidos.

A partir desses eventos e de ameaças a torcida gay do Flamengo de ir aos estádios eu pensei em construir um espaço virtual. Aqui ninguém sofreria violência física.

O futebol não se resume ao jogo, mas em marketing, publicidade e os jogadores tentam construir uma imagem que possa vender. Os técnicos querem uma virilidade. Senão fosse o preconceito social e todas as exigências midiática por um ideal de profissional em consonância com as normas sociais, veríamos muitos gays, não resta dúvida.

DT Muito jogadores dizem que não existem gays em seus clubes. Como você analisa essas questões no site?

No site, não faz diferença se um jogador é ou não gay, o que está em jogo é a sensualidade. Os jornalistas já fazem isso quando escolhem as matérias, de forma subliminar. Queremos fazer isso de forma deliberada e lúdica.

DT Como o internauta pode participar do site?

Para participar, as pessoas podem criar uma conta no site e nos enviar email, para que possamos receber posts com fotos e comentários. Criei também um sistema de perfil para que as pessoas se cadastrem e possa paquerar no site.

O futebol gay é uma diversão, mas também é uma forma de mostrar que onde há futebol, há gays.

Agora é sua vez de entra em campo.
http://www.futebolgay.com/index.php


Os principais ícones gays do rock

 

Hoje é comemorado o Dia Mundial do Rock. A data de 13 de julho foi instituída em 1985, pois foi o dia em que se realizou o Live Aid, megashow beneficente em prol da Etiópia organizado por Bob Geldof e reunindo grandes nomes do pop da época.

E o rock, como qualquer estilo musical, sempre abrigou gays. Mas por sua natureza explosiva, estética e agressiva, acabou dando mais na cara do que em estilos mais sisudos como o jazz. Desde os primórdios do rock, astros costumavam soltar a franga no palco e em capas de discos.

Confira a seguir um Top Ten com alguns - somente alguns! - dos mais importantes exemplares da espécie, que reuniram ao mesmo tempo qualidade musical, alto grau de vocação roqueira e a questão da homo ou bissexualidade explícita em letras, comportamento ou visual.

1. Elton John
O cantor e compositor inglês só foi se assumir completamente na década de 90, mas seus figurinos nos anos 70 já deixavam tudo bem claro. Incluindo os sapatos plataforma e sua famosa coleção de óculos extravagantes.

2. David Bowie
O camaleão do rock se consagrou no início dos 70, capitaneando o chamado glam-rock ou glitter-rock, repleto de bandas formadas por marmanjos cobertos de purpurina e maquiagem dos pés à cabeça. A moda era ser bissexual, e Bowie seguiu a cartilha à risca. Com seus personagens lúdicos e extraterrestres, tornou-se ídolo dos adolescentes da época. Outros tempos?

3. Freddie Mercury
Vocalista do Queen, o cantor marcou época nos 70 e 80 com seus trejeitos e sua voz inesquecível. Inicialmente bissexual, Freddie acabou assumindo que era mais gay do que bi. Ele morreu em 1991, vítima do HIV, mas sua obra permanece impávida e colossal.

4. David Lee Roth
O primeiro vocalista do Van Halen também fez história, como um dos primeiros cantores de hard rock a desmunhecar livremente. Seu estilo inspirou dezenas de futuros metaleiros cabeludos, loiros e afeminados - embora nem sempre fossem gays -, como Sebastian Bach do Skid Row e Bret Michaels do Poison. Lee Roth chegou até a ter uma aventura com nossa amiga brasileira Claudia Wonder!

5. Morrissey
O eterno vocalista dos Smiths deu o tom para as bibas dos anos 80. Frágil, intelectual, introspectivo e feminino, o cantor conseguiu tornar sexy até mesmo os óculos de grau. E suas letras, tanto nos Smiths quanto na fase solo, sempre deixaram clara sua sexualidade, inspirada por Oscar Wilde e outros atormentados gays milenares. Como no hit "This Charming Man", que você vê aqui em versão ao vivo.

6. Renato Russo
No Brasil, Renato Russo foi considerado herdeiro de Morrissey em determinados aspectos, especialmente a questão gay. Tanto à frente da Legião Urbana - muitas vezes comparada aos Smiths - como na carreira solo, o artista tinha muito a ver com o bardo inglês. Nos anos 80, em letras como "Daniel na Cova dos Leões" e "Teorema", Renato insinuava o homoerotismo. Mas foi com "Meninos e Meninas" que ele revelou sua bissexualidade. Nos 90, gravou até um disco em homenagem ao protesto de Stonewall, e depois um disco em italiano, que traz a balada "Strani Amore", com seu clipe supergay. Renato morreu em 1996, vítima do HIV.

7. Michael Stipe
Vocalista do R.E.M., Stipe sempre fez a linha discreta, mas acabou saindo do armário no final dos anos 90. Para quem o conhecia do colorido clipe de "Shiny Happy People", porém, nem precisava. Stipe é até hoje um dos mais respeitados músicos do rock norte-americano, em pérolas gravadas com o R.E.M. ou com outros parceiros.

8. Cazuza
Dispensa apresentações, mas enfim. Cazuza segue como um dos maiores ícones do rock brasileiro e da MPB, e claro um ícone gay. O cantor se dizia bissexual desde o começo da carreira, como vocalista do Barão Vermelho, e foi deixando tudo mais explícito em seu trabalho solo. Como se sabe, Cazuza morreu vítima do HIV, em 1990.

9. Brian Molko
Surgido no fim dos 90, o Placebo veio representar a nova onda de bandas de rock com elementos andróginos, maquiagem e inspiração gótica. O vocalista do Placebo se declara bissexual e segue com um dos principais ícones da (hoje não mais tão) nova geração roqueira.

10. Brett Anderson
O vocalista do Suede já foi considerado o Morrissey dos anos 90, e tornou-se referência do período com sua bissexualidade. À frente do Suede, Brett ajudou a criar um hit inesquecível que marcou os 90, os 2000 e promete seguir como um hino. E que vale para homenagear todos os artistas citados nesta lista. A todos eles, "here they comes... the BEAUTIFUL ONES".

Fonte: ACAPA



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