Snapchat: conheça um pouco do mundo dos digital influencers pornôs

Notícias
14 de agosto de 2017
por Adel Lage

Estrelas do pornô gay também fazem sucesso no aplicativo

Depois de um dia de trabalho você chega em casa, toma um banho pra relaxar, se deita e pensa naquele boy. Mas sabe que vai ficar na mão por causa do horário. Mas se alguém acha que a galera de hoje, nessa situação, recorre aos pornôs manjados do XVideos está bem enganado. A espontaneidade e o amadorismo são a bola da vez através de aplicativos como o snapchat, onde além de ter uma interação real, o usuário ainda pode trocar uma ideia com o seu digital influencerfavorito. O Dois Terços teve um papo “escondidinho” com um dos digital influencers mais seguidos, que respondeu a algumas curiosidades. Confira:

 DT – Em relação à exposição pornô nas redes sociais, como ficou sabendo dessa prática? O que te levou a praticar? E por que o Snapchat?

DI: Eu fiquei sabendo do Snapchat como a maioria das pessoas, através de amigos que falavam sobre…mas eu conheci o Snapchat inicialmente como civil, não sabia desse lado quente, descobri o lado pornográfico quando adicionava pessoas que achava interessantes e elas “divulgavam” perfis assim…o que me atraiu a fazer parte dos perfis eróticos foi o fato da brincadeira de 24 horas, ou você curte enquanto tá ali ou não vê mais.

 DT – Sua orientação sexual está associada às práticas de exibições sexuais digitais?

DI: Eu acho que todas as orientações sexuais estão.

 DT – O fator cidade/estado é responsável pelo seu anonimato? Você tem receio de descobrirem a sua verdadeira identidade, de ser reconhecido na rua ou até mesmo de sofrer algum tipo de discriminação por amigos e familiares?

DI: Eu não tenho medo, claro que ninguém quer que a mãe veja coisas desse tipo, mas eu não tenho vergonha nenhuma de ser quem sou.

 DT – Qual o motivo que te fez fazer parte deste grupo no app?

DI: Eu gosto da atmosfera de tesão e desejo que a exibição proporciona.

 DT – Você acredita que sua pratica pornô influencia os seus seguidores e atrai novos usuários? Como acontece essa divulgação?

DI: Eu acredito que influencia sim, muitos me dizem que fizeram o que eu fiz depois de me ver, ou coisas semelhantes…a divulgação do meu perfil especificamente é feita mais no “boca a boca”, pessoas que gostam de mim falam pros amigos.

 DT – Qual sua idade? Em consideração a uma diversidade na faixa etária dos seus seguidores, o que acha sobre menores de 18 anos estarem se exibindo e compartilhando as suas experiências sexuais?

DI: Tenho 33 anos. Acho que menores de 18 anos também sentem tesão, classificação de faixa etária não impede processos químicos e hormonais de acontecerem dentro de nós…mas é claro que pessoas muito novinhas não devem estar expostas a esse tipo de coisa, pois a nossa sexualidade (não a orientação, mas nossos gostos e preferências) tem que ser formada de dentro pra fora e não de fora pra dentro…eu excluo menores de 18 por motivos legais.

 DT- Seu pseudônimo já conheceu algum seguidor pessoalmente e fez sexo com ele nas lives?

DI: Já, sempre!

 DT – Qual é o tipo de relacionamento que você tem com os seus seguidores?

DI: Com a maioria é distante, com pouco ou nenhum contato, mas alguns acabam se tornando colegas, batemos papos e tal.

 DT – Qual o diferencial no seu perfil que os seus seguidores buscam que não tem nos sites pornôs?

DI: Espontaneidade, amadorismo real, talvez o fato de eles terem como entrar em contato com a pessoa, ou o fato deles se visualizarem fazendo aquelas coisas..se você analisar o pornô das mega produções dos anos 70, o material vem sendo cada vez mais rápido e caseiro…hoje em dia você não vê mais filmes pornôs, você vê vídeos…a internet mudou o pornô, qualquer um é ator! E ao invés de um câmera e um diretor, cada vez mais vemos um cara com uma câmera filmando um casal num sofá…o Snapchat é o atual extremo disso…todo mundo tem uma câmera, filma, põe lá e apaga em 24 horas e é como se nunca tivesse existido.

 DT – Alguns users já se tornaram celebres e por conta disso, além dos elogios, pedem presentes e até mesmo agrados financeiros nos seus snaps, em contrapartida; exclusividade nas nudes e vídeos fazendo sexo. O que você acha disso?

DI: Acho uma forma ridícula de se aproveitar das pessoas. Você entrou no snapchat porque quis, e no inicio implorava por divulgação e seguidores e hoje pede 100 reais pra pessoas que te seguem verem o que você antes mostrava de graça. Pra mim empreendedorismo e oportunismo são palavras bem diferentes e esse caso está mais relacionado à segunda opção.

 DT – A indústria pornográfica sempre apostou em um padrão de beleza e corporal (depilados, malhados, másculos e dotados) para atrair o seu público. Você já recebeu críticas por estar fora do que se é de costume e representando a libido de que quem não é atendido por essa demanda?

DI: Olha…criticas, eu não recebo muitas, porque eu passo muitas mensagens de autoestima no meu perfil pras pessoas terem coragem de chegar em mim com algo assim, mas eu vejo que essas pressões ainda existem, eu vejo que muita gente achava que nunca poderia ser sexy e hoje pensa diferente por me ver e perfis como eu, claro…e as pessoas precisam se aceitar e se amar. Fora que os muito bonitos e sarados são geralmente péssimos na cama.

Confira a relação de nomes mais quentes da rede:

vitorr_18
pubesbkk
ari_bowier
putoseguro
wallacesfr
marcardozoo
albanofjr
lovebutts2
bahiano20atv
baianonudes
baianoparty
baby6928
dogssaba
baianovirgem
paubaiano
baianorabudo
versatilba
xbritch.baiano
nudesde1baiano
versatilbaiano
putobaiano
j.cm8
ppecaminoso
inocentessa
kenzo_ssa
thi_baiano

Adel Lage, estudante de Letras e colaborador do Dois Terços