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Série de depoimentos marca reestreia de Criança viada ou de como me disseram que eu era gay aos palcos

Genilson Coutinho,
05/07/2019 | 16h07

Uma série de depoimentos marca a volta em cartaz da peça “Criança viada ou de como me disseram que eu era gay”, que será apresentada todos os sábados e domingos de julho no Teatro Sesi Rio Vermelho. Os ingressos, que custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), já estão à venda e podem ser comprados no sympla.com.br/criancaviada e na bilheteria do teatro.

Os vídeos, publicados nas redes sociais do espetáculo (@crianca_viada), mostram a percepção de pessoas envolvidas com a peça desde sua primeira apresentação em março do ano passado. Entre eles, familiares do ator Vinicius Bustani e pessoas que viram o espetáculo e destacam a importância de discutir o tema da LGBTfobia.

“A começar pelo título”, como pontua a pedagoga Carla Freitas em um dos vídeos. Ela aponta que o nome do espetáculo, “Criança viada ou de como me disseram que eu era gay”, já é um convite inicial para repensar posicionamentos homofóbicos e se questionar.

Dois depoimentos já estão no ar e outros serão lançados ao longo do mês e da temporada. que fica em cartaz entre 6 e 28 de julho, sempre aos sábados e domingos, às 20h, no Teatro Sesi Rio Vermelho.

Sucesso

Chegando em sua quinta temporada, Criança viada ou de como me disseram que eu era gay já foi visto por cerca de 3.500 pessoas em 51 apresentações realizadas em sete teatros, além da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e do Hospital Humberto de Castro Lima. Além disso, ele tem sido reconhecido como importante veículo de discussão LGBTfobia, que, recentemente, foi entendida como crime pelo Supremo Tribunal Federal.

O espetáculo foi indicado na categoria Texto na maior premiação das artes cênicas da Bahia, o Prêmio Braskem de Teatro. Além disso, tem recebido elogios por parte do público que o assiste. Em sua rede social, após o renomado diretor Fernando Guerreiro, que também é presidente da Fundação Gregório de Mattos ressaltou a importância da obra valorizando a abordagem subjetiva da mesma: “Quando você resolve contar sua vida no palco, vários riscos se estabelecem de imediato. Vinicius Bustani se jogou e transformou este risco em uma onda a seu favor: Criança Viada (ou de como me disseram que eu era gay) é de uma inteligência cênica impressionante”, disse.

Guerreiro também teceu elogios à diretora e falou sobre como foi surpreendido. “Paula Lice mostra um amadurecimento como encenadora e me passa rasteiras o tempo todo. Fui ver com muito medo, assunto perigoso, abordagem delicada e sai de alma lavada. Quando vou assistir ao trabalho de minha galera quero sair satisfeito e emocionado, e, desta vez, não tenho do que me queixar. Vida longa a esta pérola, preciosa e delicada”, finalizou.

Links com os depoimentos que já estão no ar:

SERVIÇO:

Criança viada ou de como me disseram que eu era gay

Quando: 06, 07, 13, 14, 20, 21, 23, 22, 27 e 28 de julho (sábados e domingos) às 20h

Onde: Teatro Sesi Rio Vermelho (Rua Borges dos Reis, 9 – Rio Vermelho)

Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

Ficha Técnica:

Texto e atuação: Vinicius Bustani

Direção e dramaturgia: Paula Lice

Direção de arte: Lia Cunha e Tiago Ribeiro

Direção musical: Heitor Dantas

Desenho de Luz: Larissa Lacerda

Produção: Tais Bichara

Assessoria de Comunicação: Daniel Silveira