
Suplementos de vitaminas combinam mesmo com exercícios?
Pesquisa mostra que vitaminas podem anular efeito benéfico de atividade física.
12/05/09 | Atualizado em 11/01/10
Uma pesquisa, liderada por Michael Ristow, da Universidade de Iena, Alemanha, concluiu que a ingestão de vitaminas em forma de suplementos pode anular os benefícios dos exercícios físicos.
Um grupo de 40 homens foi dividido em dois: os que ingeriam suplementos das vitaminas C e E e os que não ingeriam nenhuma espécie de suplemento. Enquanto realizavam exercícios, os pesquisadores examinavam o metabolismo deles através de biópsias nos músculos.
A atividade física, normalmente, facilita a ação da insulina no organismo dos indivíduos, o que ajuda na prevenção do diabetes. Porém, essa “facilitação” era praticamente inexistente nas pessoas que ingeriam os suplementos de vitaminas.
Para os pesquisadores, a produção de radicais livres, formas quimicamente instáveis de oxigênio produzidas pelas células durante o esforço físico, pode ser a resposta para esse mistério: as vitaminas C e E possuem efeito antioxidante, acabando com os radicais livres. Ou seja, o organismo praticamente não percebe os efeitos do exercício.
É importante frisar que os pesquisadores não desaconselham o consumo de frutas, verduras e outros alimentos ricos em vitaminas. Mas os dados obtidos através desse estudo mostram que a ingestão de suplementos de vitamina C e E precisa ser repensada.
Fonte:
Banco de saúde
Cinquentão representante da Noruega no Worldwide Mr. Gay é abertamente soropositivo
Noruega será representada no Worldwide Mr. Gay por cinquentão HIV+

O concurso Worldwide Mr. Gay já tem 13 candidatos definidos e, além do brasileiro Thiago Silvestre, outro representante chamou a atenção do Mix. Walter Heidkampf é o candidato da Noruega e destrói os estereótipos vigentes em concursos do gênero. Aos 50 anos e em plena forma, o norueguês quebra paradigmas não só por ser bem mais velho que a média dos candidatos, mas também por ser assumidamente soropositivo.
Ele trabalha na Helseutvalge, organização que cuida da saúde de gays e lésbicas e diz que ser cinquentão e HIV+ foi justamente aquilo que o motivou a participar do concurso. Em seu depoimento à organização do Worldwide Mr. Gay, Walter Heidkampf contou que "durante 20 anos vive com o estigma, auto-estigma, discriminação e preconceito contra soropositivos. E não quero mais negociar meu direito à vida, liberdade e igualdade em todas as áreas".
Para ele, se tornar o Worldwide Mr. Gay representa ter a chance de mostrar um modelo positivo para gays que convivem com o HIV. "E como um homem gay soropositivo, eu gostaria de desafiar a sociedade e comunidades gays nas barreiras que o vírus pode ser, na forma de ignorância, atitudes negativas e preconceito."
O Worldwide Mr. Gay rola em Oslo, Noruega, entre 10 e 14 de fevereiro.
Jovens e AIDS
No dia mundial de combate a Aids a revista A Capa publico em seu site uma matéria sobre jovens gays com HIV.
Nas últimas pesquisas do Programa Nacional DST/AIDS dois dados chamaram a atenção: o aumento de contaminação por HIV entre jovens gays de 15 a 25 anos e entre homens na terceira idade. Em 2007 e 2008, as campanhas publicitárias focaram os grupos citados.
Para Deco Ribeiro, coordenador do Grupo E-Jovem de Campinas, voltado para as questões dos jovens gays, a comunicação entre pares é o que falta nas campanhas de prevenção ao HIV. "Não adianta colocar um ator. Seria interessante que jovens da vida real fossem lá dar o seu relato", opina.
Os temas que abordaremos a seguir relatam o que acontece para além das propagandas e como vivem jovens gays que, no auge da puberdade, contraem a Aids.
Difícil descoberta
"Pra mim foi normal. Eu chorei um pouco, mas depois superei, era mais uma prova de que não tinha que desistir. Tinha que batalhar na busca pelos meus objetivos", conta o cabeleireiro e maquiador Fabio Pinheiro, de 21 anos, sobre sua reação ao descobrir que era soropositivo aos 13 anos.
Fabio não desconfiava ser portador do vírus até fazer um exame de rotina. "Na época, eu era apenas uma criança, estava começando a minha vida e peguei logo uma bomba dessas que machuca, que faz a gente parar e pensar", analisa. Hoje, Fabio faz parte do grupo Rede Nacional de Jovens que Vivem Com HIV.
Já o estudante de Engenharia da Computação, Marcio, de 23 anos, conta que descobriu estar com HIV ao participar de uma campanha da sua cidade. "Tinha ido à faculdade num sábado com a minha irmã e estava rolando uma campanha aqui na cidade, aí eu fui fazer o exame e deu positivo. À noite, fui pra casa do meu namorado, mostrei o resultado, e ele ficou desesperado, me acusou de ter passado pra ele".
Marcio acreditava que, por estar namorando na época, tudo seria encarado de uma maneira melhor. "Só depois que a gente terminou que a ficha foi cair. Fiquei revoltado, senti ódio por ter confiado". Ele havia descoberto que contraiu o vírus de seu ex-namorado - que estava infectado há um ano e não sabia.
Segundo a educadora Diana Bastos, coordenadora desde 2001 do grupo de jovens com HIV da Ong carioca Grupo Pela Vidda, sentimento comum entre as pessoas que se descobrem portadoras do vírus é o de que a vida está acabada. "Os jovens chegam com a auto-estima muito baixa".
Tocar a vida
Diana conta que a reunião com jovens do Grupo Pela Vidda tem o objetivo de promover uma reinserção social dos meninos. "A idéia é formar uma rede e fortalecer a auto-estima das pessoas que estão na mesma situação".
"Não é a nossa intenção que eles fiquem presos ao trabalho dentro grupo. Queremos que eles se socializem e, normalmente, é isso que acontece. Depois que se forma essa rede, os jovens trocam telefones entre si, vão ao cinema, à boate, vão namorar... Então, a gente tem conseguido botar de novo no mercado", comemora a educadora.
Após ter ciência de que está com Aids, inúmeras mudanças surgem automaticamente. Entre elas, na vida amorosa. Questões do tipo "como lidar com o parceiro?", "Esconder?", "Contar logo de cara?", são freqüentes. Fabio, que passou por situações como essas, relata: "Muitas vezes eu escondia. Não queria me relacionar com medo de me expor. Outras vezes, eu contava. Alguns aceitavam, outros não. Achava que ninguém ia querer ficar comigo por eu ser soropositivo", diz o moço que hoje está casado.
"Ele [parceiro de Fabio] aceita numa boa. Não há problemas, muito pelo contrário", revela o cabeleireiro. No entanto, nem sempre a história foi assim. "No começo, eu não queria me entregar, tinha medo de começar um relacionamento e depois sofrer como já tinha sofrido. Quando eu contei não tive a reação ruim que eu esperava. Ele é uma pessoa madura"
Marcio sofre também com as mesmas perturbações em relação a ter um novo companheiro. "Realmente, essa é a única coisa que é um problema, mas psicológico. É ter a necessidade de contar e o medo de não ser aceito. Esse é a principal dificuldade".
Com as relações familiares não há muito com o que se comemorar. Diana conta que jovens gays soropositivos muitas vezes mantêm isso em segredo. "Muitos deles ainda nem contaram à família que são gays", revela. "É claro que a família depois acaba sabendo, mas há o problema em dobro: ter que contar que é gay e ainda por cima que está com Aids".
Tal situação acontece com Marcio. Sua família sabe que ele é homossexual e soropositivo. "Assim como descobriram a minha homossexualidade, descobriram do HIV. Minha mãe mexeu na minha gaveta e descobriu os meus exames. Ela falou que sabia e que a única coisa que ela tinha medo tinha se concretizado", diz.
Na família do estudante, o assunto é tabu até hoje. "Assim como não falam da homossexualidade. Na verdade, é um assunto que para eles não existe porque é mais fácil não existir".
Com Fabio, o preconceito foi em dobro. "Com a minha família foi mais difícil. Até hoje sou recriminado por ser gay e soropositivo. Eles tentam mostrar pra mim que aceitam, mas sei que não gostam", conta.
O jovem cabeleireiro relata um exemplo latente do preconceito no convívio entre os parentes. "Uma vez dei um lanche meu para minha irmã morder e falaram: não morde não, aí eu perguntei: mas, por quê? e responderam: ah não, ela é criança. Aí fiz de conta que não sabia do que se tratava".
Colateral
Indagado a respeito sobre a atual geração de jovens que estão se infectando, Fabio afirma que "eles não têm noção das conseqüências da Aids. Não sabem o que isso vai acarretar em suas vidas, não sabem qual é o efeito colateral dos remédios, não têm noção do quanto a vida deles vai mudar".
Marcio acredita que a idéia da Aids não ser um grande problema também é passada por especialistas. "Hoje quando vou à médica ela sempre bate na questão de que não preciso me preocupar, pois se o nível baixar posso tomar remédios e voltar ao meu estado normal. Só que isso leva em consideração apenas a parte fisiológica. Ninguém analisa a parte psicológica, que é a pior".
Para ilustrar como é viver com os efeitos colaterais dos remédios, Fabio faz uma breve descrição dos sintomas. "Até o corpo se acostumar é horrível. O efeito colateral é imenso, você fica tonto, vomita. Quando toma os remédios para dormir, você transpira a noite inteira, acorda molhado, parece que está bêbado".
Fazendo acompanhamento semestral, Marcio ainda não precisa tomar os remédios, mas pontua que a cada seis meses é uma semana de tortura antes e depois do exame. "Nunca foi necessário porque a minha carga viral tem se mantido constante, então ainda não há necessidade de tratamento com soro anti-retroviral," explica.
Ao ser questionado se perdeu algo na vida por ter sido contaminado tão cedo com HIV, Fabio diz que não perdeu nada. "Só ganhei. Ganhei amizades verdadeiras e pessoas que me entendem. Por conta disso, tive pessoas que se aproximaram de mim". No entanto, faz questão de reforçar o uso de camisinha para os jovens leitores desta reportagem.
"Ande com muitas camisinhas no bolso, porque chega a hora do clima e, se não tem camisinha, acaba transando. A desculpa é sempre essa. Ninguém sai nu à rua, então a camisinha tem que ser a segunda roupa da pessoa. Gozar é maravilhoso, mas quando você faz desprotegido, passa a viver com aquele pensamento: estou ou não com HIV? Esse peso na consciência é a pior coisa que tem", declara.
A respeito de voltar no tempo e fazer diferente, Fabio é sincero ao assumir que "por questão de saúde e preconceito", teria usado camisinha. "Se voltasse atrás eu não faria muita coisa que fiz na minha vida. Não que eu tenha me arrependido, porque também acho que se não tivesse feito o que fiz, não teria feito grandes amigos, pessoas que conheço e são maravilhosas".
Sobre esta questão de arrependimento, Marcio conta que pensou ser realmente o fim para tudo, mas foi buscar ajuda psicológica. "Entrei em depressão, não queria ver ninguém, não queria saber de nada, aí fui procurar ajuda psicológica. Aprendi que, embora exista o problema, não é o fim do mundo. Difícil é. Você pensa em morte diariamente, mas a vida tem que continuar".
Matéria originalmente publicada na edição #19 da revista A Capa - dezembro de 2008
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A partir do dia 1º de março de 2010 a comunidade homossexual da Suécia poderá doar sangue. Mas com uma ressalva: com a condição de que não tenham mantido relações sexuais durante o ano anterior.
O fato se tornou público, pois, por conta do Dia Mundial da luta contra a Aids, as autoridades sanitárias do país resolveram anunciar tal avanço.
Os doadores LGBT deverão preencher um questionário onde farão um relatório sobre o seu estado de saúde e a respeito das relações sexuais. Após isso, o doador terá sinal verde para doar e as suas amostras serão encaminhadas para análises
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