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Santa Cruz futebol clube reforça o combate à violência contra a população LGBTQIA+

Genilson Coutinho,
05/10/2021 | 11h10
Foto: Divulgação

Por conta da pandemia de covid-19, o distanciamento social se mostrou como uma prática fundamental de proteção, sobretudo durante o período mais crítico de contaminação. No entanto, para muitas pessoas, o lar nem sempre oferece a devida segurança de um convívio baseado no respeito e na tolerância. Para a população LGBTQIA+, ficar em casa por muitas vezes se tornou ainda mais perigoso do que qualquer outro tipo de risco à saúde.

Roberta, Crismilly, Kalyndra, Lorena… Não é preciso um esforço grande de memória para lembrar casos de violência contra pessoas que se identificam como LGBTQIA+. Segundo dados divulgados em 2020 pelo Sistema Único de Saúde (SUS), uma pessoa é agredida por hora no Brasil devido à sua orientação sexual. E em 2021, com mais de 80 assassinatos transfóbicos só no primeiro semestre, já superamos os números do ano passado. Não à toa, o país lidera há 12 anos o triste e revoltante ranking de assassinatos contra essa população.

A intolerância silencia, humilha, fere, mutila, mata. Seja por agressões físicas ou psicológicas. Já passamos da hora, como sociedade, de dar um basta em qualquer tipo de abuso. Esse cenário absurdo precisa acabar.

Por isso o Santa Cruz se junta ao movimento coletivo de enfrentamento da violência contra LGBTQIA+ no Brasil. O clube, que nasceu para o futebol como grito de resistência pela inclusão social, reclama para si o seu dever de erguer a bandeira e ajudar a combater a lgbtfobia. É nosso papel conscientizar e lutar para que todos e todas sintam-se cada vez mais seguros, respeitados e representados na sociedade. Seja nas arquibancadas ou em qualquer lugar.

No último dia 25 de setembro lançamos a linha de uniformes 1 e 2 da equipe de Fut7 do clube. Mantos que transbordam o significado dentro das quatro linhas e trazem detalhes gráficos alusivos à luta contra a lgbtfobia. Além da bandeira que representa o orgulho LGBTQIA+, as seis cores também estarão estampadas nas mangas e na numeração.

Além da representatividade, o Santa Cruz entende que é necessário atitudes ainda mais concretas junto à sociedade. Portanto, parte da receita arrecadada com as vendas dos uniformes será revertida em doação para uma ONG pernambucana – a ser definida – que se dedica ao combate à lgbtfobia e ao acolhimento de vítimas da violência contra LGBTQIA+.