SALVADOR CELEBRA A DANÇA E A DIVERSIDADE COM PROGRAMAÇÃO ESPECIAL DURANTE TODO O MÊS DE ABRIL

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4 de abril de 2011
por Genilson Coutinho

Pelo quinto ano consecutivo, a cidade de Salvador celebra a dança durante todo o mês de abril. É quando acontece o VIVADANÇA Festival Internacional Ano 5, evento já marcado no calendário cultural como um dos mais importantes dedicados à linguagem no país. Com uma programação que inclui espetáculos, encontros de intercâmbio cultural, exibição de filmes, mesas redondas, mostras, exposições, shows e oficinas, o VIVADANÇA se propõe a festejar essa arte e a trazer cada vez mais diversidade – na variedade de estilos, artistas e origens contemplados – ao público soteropolitano. Entre as novidades de 2011, o Festival, que nasceu no Teatro Vila Velha, dentro do Núcleo Viladança, começa a tomar a cidade, com atividades realizadas também no Teatro Castro Alves, Teatro Molière (Aliança Francesa), Teatro do ICBA, Cine-Teatro Solar Boa Vista, Teatro do Irdeb e no Centro Cultural Plataforma. Os eventos terão início no dia 1º do mês e se estendem até o dia 30, com destaque para o Dia Internacional da Dança, comemorado em 29 de abril.

Entre as principais atividades deste ano está a mesa Encontro com os Mestres, que reúne para uma conversa três grandes nomes da arte: Tadashi Endo (Japão), Luis Arrieta (Argentina) e Antonio Nóbrega (Brasil). “A mesa abre o VIVADANÇA como uma reverência à sabedoria. O público terá a oportunidade de ver e ouvir esses mestres da dança”, conta Cristina Castro, curadora e diretora artística do Festival. Além dos espetáculos de Endo (One – Nine – Four – Seven), Arrieta (TANGO aDEUS) e Nóbrega (Naturalmente: Teoria e jogo de uma dança brasileira), o VIVADANÇA reunirá companhias da Espanha (La Intrusa), Colômbia (Cia Cortocineses) e França (Cie Ladainha/Armando Pekeno); solistas de Israel, Estados Unidos, Espanha e Alemanha (vencedores do prêmio Solo-Tanz-Theatre Festival in Stuttgart); e apresentações de outros cinco grupos brasileiros: Cia. TeatroDança Ivaldo Bertazzo (SP), Cia Druw (SP), Cia Virtual (SP), Grupo de Dança Primero Ato (MG) e Núcleo Viladança/Cristina Castro (BA). A proposta é trazer artistas que não tenham a mesma linha de formação ou de condução do trabalho, de modo que as pessoas possam apreciar a dança em seus mais variados estilos. O evento busca ainda abrir fronteiras da Bahia para o mundo, e vice-versa, inserindo Salvador na rota mundial de eventos que promovem a dança.

Essa multiplicidade se reflete, por sua vez, no público que frequenta o Festival e que abrange todas as faixas etárias e classes sociais. O VIVADANÇA Festival Internacional Ano 5 tem como objetivo mostrar que a dança é diversa, valorizando e estimulando a sua apreciacão e promovendo o acesso das pessoas, que vão pouco ao teatro para ver esse tipo de espetáculo. “A Bahia é um estado dançante. Temos uma história muito forte, tanto na música quanto na dança. Movimento é a nossa língua. E o VIVADANÇA é um festival para participar, apreciar e ver dança”, explica Cristina Castro. Todos os anos, o VIVADANÇA promove a democratização do acesso através de um programa de formação de plateia, fruto da articulação com ONGs, rede escolar pública e privada, associações de pessoas portadoras de necessidades especiais, associações comunitárias e grupos artísticos do subúrbio.

Realizado em parceria com o Fundo Nacional da Cultura, o VIVADANÇA Festival Internacional Ano 5 foi contemplado pelos editais da Oi, da Caixa e do Fundo Iberescena – programa de promoção, intercâmbio e integração das artes cênicas ibero-americanas, que, pela primeira vez, contempla o Brasil. “Ao longo de cinco edições, o VIVADANÇA mais que triplicou a distribuição do volume de incentivo financeiro à economia da cultura. Saímos de um único equipamento cultural para além das fronteiras do Teatro Vila Velha, incorporando um total de sete espaços pela cidade. Houve um aumento considerável na geração de empregos temporários diretos e a demanda por serviços contratados já tem uma participação determinante na cadeia produtiva  deste seguimento. Se faz aqui um exemplo de como a cultura pode movimentar a economia de forma global”, pontua Will Brandão, diretor de produção do Festival.

E como o que dá certo deve ser ampliado e continuado, o VIVADANÇA Festival Internacional Ano 5 dá seguimento a três importantes atividades lançadas nos anos anteriores: a Mostra Casa Aberta, a Mostra Hip Hop em Movimento e o Prêmio VIVADANÇA. A primeira leva ao palco cerca de 400 artistas, promovendo não só a diversidade de estilos, mas um intercâmbio espontâneo entre bailarinos da Bahia. Já a Mostra Hip Hop conta com oficinas (de break dance, grafitti e DJ), shows, mesa redonda, feira, além da IV Batalha de Break – Evolução Hip Hop. O Prêmio VIVADANÇA, por sua vez, é um incentivo à criação de produtos artísticos, destinando recurso financeiro e apoios técnicos e de divulgação para uma obra inédita em dança.

 

A programação se completa com atividades voltadas para a formação, com oficinas para dançarinos ministradas pelos artistas visitantes e o circuito infantil, que este ano contará com um espetáculo local e um espetáculo nacional.  Como nas edições anteriores, o Festival se preocupa com a educação, investindo na difusão da linguagem para os pequenos espectadores. “O VIVADANÇA se concentra em dois pilares: a sabedoria e a inovação. Só assim os caminhos podem ser recriados. Trazer as crianças para o teatro é fundamental para criar os novos espectadores dessa arte tão plural”, conclui Cristina Castro.

Em 2011, em especial atenção à comemoração da sua quinta edição, o Festival promoverá o acesso gratuito a todas as suas atividades durante o mês de abril.

Sobre o VIVADANÇA Festival Internacional

Batizado inicialmente com o nome de Mês da Dança no Vila, o Festival foi criado em 2007, a partir de uma articulação da diretora do Núcleo Viladança do Teatro Vila Velha, Cristina Castro, com grupos que já vinham para a Bahia e desejavam apresentar-se no espaço. Num convênio de colaboração para difusão da dança entre o Governo do Estado e o Teatro Vila Velha, a diretora acrescentou à programação nacional apresentações de grupos locais, oficinas, debates, exibição de vídeos e palestras.

Em 2008, a programação passou a ser mais curatorial e contou pela primeira vez com a participação de grupos internacionais: o Science Friction, do Canadá, e o Asier Zabaleta, da Espanha. Neste ano surgiu o projeto Casa Aberta, mostra feita a partir da inscrição de mais de 40 artistas da cidade. Mesas redondas, palestras, exibições de videodança e documentários continuaram a integrar a programação, ajudando a refletir sobre a dança, enquanto a oferta de oficinas e de espaço para a improvisação estimularam a sua prática.

Em 2009, o Festival participou do Ano França-Brasil, com exibições de documentários franceses sobre a dança, a apresentação da Cie Toufik OI e a oficina gratuita de seu coreógrafo Toufik Oudhriri Idrissi. No mesmo ano, Lanònima Imperial e Daniel Abreu vieram da Espanha com espetáculos e oficinas. Do Brasil, participaram grupos de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. Ainda nessa edição aconteceu a mostra Hip Hop em Movimento, trazendo a Batalha de Break Dance – Evolução Hip Hop, pela primeira vez, para um teatro.

Em 2010, o VIVADANÇA abordou desde as origens do samba ao mais delicado estilo coreográfico oriental, reunindo diversos artistas baianos, de outros estados brasileiros, da Espanha e do Japão. Esta quarta edição trouxe como novidades o lançamento do 1° Prêmio VIVADANÇA, para fomentar criações coreográficas e estimular a pesquisa e a produção de novos espetáculos baianos.

SERVIÇO

O quê: VIVADANÇA Festival internacional

Quando: de 1º a 30 de abril

Onde: Teatro Vila Velha, Passeio Público, Teatro Castro Alves, Teatro Molière (Aliança Francesa), Teatro do ICBA, Cine-Teatro Solar Boa Vista, Teatro do Irdeb e no Centro Cultural Plataforma.

Companhias e participantes: Internacionais – Cie Ladainha (França), Cia Cortocineses (Colômbia), La Intrusa (Espanha), Luis Arrieta (Argentina),Internationales Solo-Tanz-Theater Festival (Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Israel), Tadashi Endo (Japão);  Nacionais – Antonio Nóbrega (SP), Cia. TeatroDança Ivaldo Bertazzo (SP), Cia Druw (SP), Cia Virtual (SP), Grupo de Dança Primero Ato (MG), Núcleo Viladança/Cristina Castro(BA).

Direção Artística : Cristina Castro
Direção de Produção: Will Brandão

Direção Administrativa: Andréa Gama

Patrocínio: Oi; Governo do Estado da Bahia / Secretaria da Fazenda e da Cultura – Programa Fazcultura; Caixa; Governo Federal.

Convênio: Fundo Nacional de Cultura, Ministério da Cultura.

Parceiros Institucionais: Fundo Iberesecena; Núcleo Viladança; Forum de Dança de São José do Rio Preto; Internationales Solo-Tanz-Theater Festival; Embaixada da Espanha no Brasil; AECID; Instituto Cervantes em Salvador; Aliança Francesa; Embaixada de Israel no Brasil; Goethe Institut – ICBA; Fundação Cultural do Estado da Bahia; Teatro Castro Alves; CMA Hip Hop.

Apoio Cultural: Oi Futuro; TVE; Rádio Educadora.

Realização: Baobá Produções Artísticas e Teatro Vila Velha.