Robyssão aceita ser padrinho do GGL e polêmica de música parece ter chegado ao fim

Comportamento, Social
16 de janeiro de 2015
por Genilson Coutinho

ggg

Após polêmica e acusações de homofobia do Grupo Gay da Liberdade (GGL), por parte do cantor Robyssão, parece que a história está próxima de um acordo.

Giliard Silva, presidente do GGL acionou o cantor Robyssão no Ministério Público, através do Núcleo LGBT, do observatório Permanente da Discriminação Racial e Violência contra LGBT, da Secretaria Municipal de Reparação de Salvador. Depois de interpretar a música “Quem banca é o viado”, como uma apologia à homofobia e a prostituição.

Em entrevista concedida ao Aratu Online Giliard disse que conversou na última  quarta-feira (14), com o cantor Robyssão, e um almoço foi agendado para segunda-feira (19), onde irão debater a polêmica e esperam chegar a uma solução, que será submetida a aprovação dos membros do GGL.

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O representante do grupo revelou a conversa amigável que teve com Robyssão. “Ele disse que não tinha intenção de atingir os homossexuais e sim chamar atenção dos “moleques” que não trabalham e querem extorquir os homossexuais. Disse que os melhores amigos dele são gays”. Na oportunidade Giliard convidou o artista para apadrinhar a parada gay do bairro em setembro de 2015 e o convite foi aceito por ele.

A polêmica da música mostrou também que os representantes do GGL e GGB não estão muito afinados em relação à situação. Giliard declarou que o GGB não o representa. “Estou indignado com Marcelo Cerqueira, ele não se posiciona porque nós do GGL somos um grupo pequeno. Não me sinto representado pelo GGB na presidência de Marcelo”.

Já o presidente do GGB declarou que “Não vale a pena ficar falando disso, eu já havia visto isso e me coloquei da forma que não houvesse repercussão. Porém, tem gente que sente essa necessidade”, alfineta Marcelo Cerqueira.

Enquanto a situação não é resolvida, o órgão municipal formalizou a denúncia e encaminhou para os componentes da comissão formada pelos denunciantes, que deram entrada no Ministério Público (MP). Com informações do Aratuonline