Geração Gay das Paradas tem medo de envelhecer

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7 de agosto de 2011
por Genilson Coutinho

Ricardo Rocha Agueiras, " Gays idosos também são gostosos"

Um dos principais problemas em estabelecer a comunicação direta com a população de homossexuais é que apesar de ser um grupo que sofre cotidianamente vitima da intolerância não responde a ela da mesma forma, pois homossexual é a categoria geral, mas quando se parte para as sub categorias gays e lésbicas, ambos respondem de forma diferenciada. Mais ainda, quando se faz o recorte de raça e casse social, é mais dificil estabelecer uma comunicação ou mensagem direta.

Quando a questão é geracional, isto é, quando está ligada a idade destas pessoas,  a coisa fica mais feia, porque dentro do grupo começa a haver manifestações de intolerância e  até mesmo discriminação contra a terceira idade. Isso pode ser facilmente comprovado, bastando dar umao olhada nos sites de relaciomaneto para o público gay masculino, onde  são muitos os “não a velhos”.

No cotidiano das cidades é muito comum ouvir gays mais novos em tom de chacota e esculhambação fazerem referências jocosas à terceira idade com expressões pejorativas ao exemplo de “bicha velha”, “maricona”, “idosa” no feminino quando se trata de um homem gay  entre outros termos pejorativos. Esses “jovens” sofrem a sindrome de Peter Pan, medo de crescer, de amadurecer, e se vingam dos gays idosos pois são o espelho delas no futuro. Freu explica.

Esse comportamento discriminatório merece maior atenção do movimento lgbt no Brasil. Comentários preconceituosos e tiranias contra as “bichas velhas”  fazem com que homossexuais da terceira idade se sintam discriminados nos ambientes lgbt, impedidos  muitas vezes de curtir as conquistas políticas que muitos deles ajudaram diretamente a conquistar e consolidar. Um exemplo dessa tensão observa-se nas Paradas onde a maior parte do público é jovem, poucos são os gays de terceira idade.

Para Léo Mendes – presidente da ArtGay – em 20 anos o Brasil terá mais gays com mais de 60 anos que menores de 30:  ” A discriminação dos gays mais jovens contra os da melhor idade é reflexo da sociedade atual que não sabe conviver com a diversidade geracional, e associa o idoso a coisa velha”. Mendes aponta para a necessidade dos ativistas das  Ongs educarem as novas gerações lgbt  para respeitarem e conviver amistosamente com os mais idosos.

Já o ativista gay de São Paulo Beto de Jesus parte da opinião que é necessario o reconhecimento dos mais velhos pelo tanto que contribuiram pela liberdade de expressão,  e respeitá-los.  “Falta uma visão mais politizada das novinhas. Ficam só nas beiradas e não entram nas questões mais profundas”, declarou o militante. “Se existe uma profusão de possibilidades, inclusive das baladas e de uma cena friendly, isso é fruto das mais velhas que estão ha muitos anos aplainando os caminhos”, concluiu.

Compartilhando da ideia de Freud que a maior parte dos problemas e intolerancias estão ligadas ao sexo e a sexualidade, o excesso ou mesmo a falta do sexo. O ativista de Cuiabá, Clovis Arantes tem opinião de que essa hostilidade estaria ligada ao sexo ou a diminuição da atividade sexual na terceira idade. “O problema, acredito tá no desejo, no padrão social de beleza e de masculinidade atual que relaciona potencia e virilidade. Isso não se imagina na pessoa de idade”, afirma Clovis Arantes.

Da redação – É preciso que se crie uma cultura que promva um trata mento cordial entre os gays, memso que pese as gerações, raça, classe e origem social. Essa cordialidade inclui a não utilização de subjetivos que reforçam ainda mais o preconceito e a homofobia. O GGB desaconselha a utilzação, memso que de forma cordial em rodas de amigos, desses termos, citados na matéria bem comooutros que possam dificultar uma a construção de uma cultura com base na cosntrução da igualdade. Cidadania, começa com agente.

Fonte:

GGB

Foto: Reprodução