Revista H Magazine entrevista baiano que conquistou a Europa com sua arte

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9 de janeiro de 2013
por Genilson Coutinho


Quando o artista baiano Marcelo Mendonça tinha sete anos de idade ele já desenhava, tão bem que sua mãe, professora, levou suas criações para seus alunos colorirem – ideia copiada por outras professoras. Foi assim que ele viu suas primeiras obras sendo expostas, na escola, penduradas em cordas como a literatura de cordel, uma de suas maiores inspirações. “Dali em diante, eu fazia muitos desenho para minha mãe usar, com a responsabilidade de que iam ser pintados por outras crianças, sempre preservando o mesmo estilo.”

Agora adulto, namorando e atualmente morando na Espanha, aquele menino baiano cruzou o Atlântico e levou seus traços e cores para serem expostos na Europa, provando que a arte brasileira está cada vez mais em voga e despertando a curiosidade dos olhos mais atentos. Sua série que homenageia seu conterrâneo Jorge Amado (www.expoamado.xtrweb.com/) ganhou espaço em galerias europeias e fez a H Magazine querer saber mais de um homem que se diz adepto dos pelos e defensor da brasilidade.

Aqui embaixo tem um drops da entrevista que você confere na íntegra correndo até as bancas e adquirindo a sexta edição da H Magazine:

Quando começou seu gosto pela xilogravura? Vem de berço lá da Bahia?
A xilogravura sempre esteve presente no inconsciente nordestino, mas posso dizer que meu gosto por arte começou de criança. Quando eu ainda tinha sete anos de idade, minha mãe como professora de primário aproveitou um dos meus desenhos que eu fazia em casa para seus alunos colorirem. Minha mãe reproduziu aquele desenho e aplicou em aula e logo outras professoras fizeram o mesmo. Os desenhos eram reproduzidos em mimeógrafos, o que despertava meu fascínio. Acredito que escolhi ser designer gráfico por isso.

As obras de Amado são cheias de sexualidade, você acha que a Bahia, sua terra, transpira sexualidade e liberdade sexual?
A miscigenação do negro com branco oriundos da África e Europa deu uma mistura boa na Bahia. A beleza física negra baiana não vejo em lugar nenhum. Ficar fora da Bahia me faz notar o quanto somos sexuais, na maneira de falar, de vestir, de andar. Não à toa que o brasileiro, sobretudo o baiano, aqui tem fama de “caliente”. O próprio candomblé, muito disseminado na nossa cultura, nos faz mais livres, mas despreocupados com os (pré) conceitos de sexualidade.

Confira a entrevista completa na revista disponível nas principais bancas do Brasil