Representante da Faculdade Baiana de Direito discute Diversidade no Mercado de Trabalho

Comportamento, Social
26 de outubro de 2017
por Genilson Coutinho

Sellena Ramos, colaboradora da Faculdade Baiana de Direito com Olívia Santana, secretária do Trabalho Emprego Renda e Esporte no 1º Fórum Baiano da Diversidade no Mundo do Trabalho. (Crédito: Flickr Setre/BA)

“A Inclusão de Grupos LGBT no Mundo do Trabalho: Enfrentar a Discriminação é o Caminho para Crescer’, com este tema a estudante de Direito Sellena Ramos, apresentou a política de promoção da Diversidade aplicada pela Faculdade Baiana de Direito, durante o 1º Fórum Baiano da Diversidade no Mundo do Trabalho.

Além de estudante, Sellena é assistente administrativa e a primeira mulher trans a integrar o quadro de colaboradores da instituição. Sellena falou sobre a experiência vivida como colaboradora e estudante da Faculdade. Ela dividiu a mesa com Thaís Farias, oficial de programação do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil.

A Faculdade Baiana de Direito adota uma série de ações afirmativas no intuito de diminuir as desigualdades e ampliar as oportunidades para grupos excluídos. “O preconceito e a invisibilidade dado às pessoas trans precisam ser combatidos com urgência”, afirmou. Segundo ela, “essa a inserção no mercado de trabalho é uma forma eficaz de redução das desigualdades enfrentadas pelas pessoas trans”.

Entre as ações a Faculdade instituiu o Nome Social (nome escolhido pelas pessoas trans), para colaboradores e estudantes, criou a disciplina “Direito e Diversidade” na grade do curso de Direito, e preparou os colaboradores da instituição como receber este público, através do curso Diálogos em Gênero e Diversidade, ministrado por Sellena Ramos e Viviane Vergueiro. Além disso, o Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), oferece apoio jurídico para pessoas trans.

O 1º Fórum Baiano da Diversidade no Mundo do Trabalho, começou segunda (23) e terminou ontem (24), no Hotel Sheraton da Bahia. O evento é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Agenda Bahia do Trabalho Decente, em parceria com o Conselho Tripartite e Paritário de Trabalho e Renda (CETER).