Radiofrequência é aposta de tratamento para incontinência urinária

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23 de setembro de 2019
por Genilson Coutinho

Como qualquer outra parte do corpo, a vagina também sofre com a passagem do tempo e pode gerar insatisfações em muitas mulheres, além de problemas funcionais como incontinência urinária, atrofia, secura e flacidez. “O avanço da idade na mulher significa uma redução dos níveis dos hormônios, o que leva a modificações graduais da vagina: redução da produção de colágeno, da lubrificação, da capacidade de contração e relaxamento da musculatura pélvica, podendo provocar a incontinência urinária”, explica Cristina Sá, ginecologista da Clínica EMEG. “Algumas mulheres, por conta disso, começam a sentir desconforto durante as relações sexuais ou até mesmo em atividades simples do dia a dia, como caminhar”.

Como alternativa aos tratamentos mais invasivos, a radiofrequência é uma das “novidades” do ramo da ginecologia regenerativa e funcional que vem para facilitar o processo de reparo vaginal e melhorar a saúde íntima como um todo. “É um ramo que une os conhecimentos da ginecologia e das tecnologias baseadas em energia com o objetivo de melhorar a anatomia e a funcionalidade da área genital. A ginecologia regenerativa consiste na aplicação de um conjunto de procedimentos para reconstrução ginecológica através de tratamentos dermatológicos que podem ser realizados no consultório, a exemplo da radiofrequência”, destaca a ginecologista da EMEG, Ana Cristina Batalha.

Semelhante ao laser vaginal, a radiofrequência estimula a produção de colágeno e costuma ser indicada em casos de incontinência urinária, falta de lubrificação, infecções de repetição, como candidíase e infecção urinária, e insatisfação com a aparência dos grandes lábios vaginais, o que influencia diretamente na autoestima. “O procedimento trabalha aquecendo a mucosa e contraindo as fibras, vascularizando a região, ou seja, aumentando o fluxo sanguíneo”, explica a ginecologista da EMEG, Ticiana Cabral. “É um procedimento muito mais confortável do que a opção cirúrgica tradicional e que vai além da estética. É uma questão de saúde que busca trazer conforto para o dia a dia das mulheres”, destaca.

O aparelho age emitindo um aumento de temperatura controlável. “A principal vantagem é que a temperatura tem um valor máximo que ele consegue chegar, ou seja, um limite superior controlável pelo médico que usará a temperatura ideal a depender do tratamento proposto”, conta Ana Cristina. “A radiofrequência alia a preocupação funcional com a questão estética, estimulando a renovação celular na região vaginal que apresenta essa deficiência sanguínea e de oxigênio”.

O procedimento é realizado no próprio consultório. “É indolor, sem anestesia e sem pós operatório”, comenta Cristina. O tratamento costuma ser dividido em três sessões de 20 minutos, com intervalo de 30 dias em cada sessão. “Em geral, são indicadas de três a quatro sessões, mas cada paciente é avaliada de forma particular. Depois da consulta, a paciente já pode seguir sua rotina normalmente e os resultados começam a aparecer em três semanas”.