Professora é a primeira condutora transexual da ‪‎Tocha Olímpica‬

Comportamento, Social
13 de maio de 2016
por Genilson Coutinho

A professora de português Bianka Lins foi a primeira transexual a participar do revezamento da tocha Rio 2016, na última terça-feira (10), na cidade mineira de Curvelo, a última parada do dia após passagens por Boicaiúva, Couto de Magalhães de Minas e Diamantina.

“Se os Jogos  Olímpicos representam a união entre os povos, nada mais justo do que uma transexual conduzindo a tocha”, disse Bianka, 26 anos, que dá aulas no ensino médio de Felixlândia, a 55 km de Curvelo. “Acima de qualquer coisa, a educação é a ferramenta necessária para transformar o mundo.”

Para Carlos Tufvesson, que lidera a Coordenadoria Especial da Diversidade Social do município do Rio de Janeiro, a participação de Bianka demonstra respeito à tolerância. “Os Jogos foram criados para unir os povos por meio do esporte. E inserir os LGBTs é uma questão de respeito”, diz Tufvesson, citando a sigla que agrupa lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. “Se criássemos uma pirâmide de preconceito, os travestis e transexuais estariam na pior posição. Que lindo que o Rio 2016 cumpra esta missão.”

Além de anunciar os Jogos, a passagem da chama por mais de 300 cidades brasileiras carrega a mensagem de inclusão e tolerância, reforçando as novas orientações do Comitê Olímpico Internacional, que em novembro divulgou regras de participação dos transexuais no Rio 2016.