Prefeitura de olhos abertos contra o racismo, violência contra a mulher e LGBTs

Notícias
23 de fevereiro de 2017
por Genilson Coutinho

Inibir práticas de desrespeito aos direitos humanos é o principal objetivo do Observatório da Discriminação Racial, LGBT e Violência contra a Mulher, promovido pela Secretaria de Reparação (Semur), durante o Carnaval de Salvador. Na folia do ano anterior, os casos mais recorrentes de violência identificados e registrados pelas equipes volantes do Observatório foram referentes à violência contra a mulher.

Este ano, além da central de observação, que fica instalada no Campo Grande, o Observatório contará com cinco mirantes localizados na Casa de Itália, Praças da Piedade e Castro Alves (Circuito Osmar), Barra Center e Largo do Camarão (Circuito Dodô). Essas estruturas permitem ampliar o campo de visão e dar suporte aos profissionais que irão registrar situações de cunho racista ou violência contra a mulher e LGBTs.

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Ao todo, trabalharão cerca de 120 profissionais, dividido em três equipes que vão atuar na análise dos três temas tratados pelo Observatório. Todo o esforço tem como objetivo transformar os dados em indicadores para a criação de políticas públicas, através da articulação intersetorial entre órgãos, entidades governamentais e sociedade civil.

Denúncias – Caso o folião presencie algum tipo de desrespeito pode denunciar através do WhatsApp do Observatório (71) 98622-5494 ou através do site.

Análise de dados – Nesta edição, um grupo especializado observará as atividades da comunidade LGBT nos circuitos para o Programa de Revitalização das Ações Artísticas e Culturais LGBTs no Carnaval de 2018 a 2020. Outra equipe trabalhará na observação dos desfiles dos afoxés para o Programa de Revitalização dos Afoxés no Carnaval, também para 2018 a 2020.