Pílula anti-AIDS pode reduzir risco de contaminação em até 99%

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13 de setembro de 2012
por Genilson Coutinho

A pílula antirretroviral Truvada, anti-AIDS, criada e aprovada em julho nos Estados Unidos é eficaz mesmo se não houver o uso diário e pode reduzir o risco de contaminação em 99%, caso seja usada sete vezes. A constatação é de um estudo publicado pela revista Science Translational Medicine, nesta quinta-feira (13). Três centros de pesquisa brasileiros participaram da pesquisa.

A eficácia da pílula anti-HIV havia sido comprovada em estudos anteriores, que mostraram que seu uso poderia diminuir em até 78% o risco de transmissão do vírus. Ainda não se sabia, porém, qual seria a concentração exata da droga suficiente para garantir um grau satisfatório de proteção nem a frequência de uso do medicamento que resultaria nesse efeito.

A conclusão foi de que, com o uso da concentração ideal do Truvada, duas doses por semana seriam capazes de reduzir os riscos de infecção em 76%. Quatro doses semanais garantiriam 96% de proteção. “Surpreendentemente, descobrimos que os participantes do estudo não tiveram de aderir perfeitamente ao regime terapêutico para colher os benefícios do Truvada”, disse o pesquisador americano Robert Grant, do Instituto Gladstone, organização dedicada a pesquisas biomédicas ligada à Universidade da Califórnia.

Apesar dos bons resultados, os pesquisadores alertam que, por enquanto, somente o uso diário é oficialmente recomendado para garantir a proteção.

As informações são da Agência Estado