Pessoa trans realizam 1ª marcha do Orgulho trans em Salvador

Comportamento, Social
2 de setembro de 2018
por Genilson Coutinho

No dia 7 de setembro, aproveitando as comemorações da Independência do Brasil, acontece a 1ª Marcha do Orgulho Trans em Salvador. A concentração será às 14 horas, no Casarão da Diversidade, na Rua do Tijolo, nº 8, Centro Histórico, e segue pelas ruas do centro histórico da cidade. Com o tema: Pelas Vidas Trans, Pelos Nomes Trans, Pelo Empoderamento Trans. Independência! Não à morte! Segundo dados de ONG Européia Transgender Europe, o Brasil é o país que mais mata pessoas transexuais no mundo. Entre 2008 e 2016, 868 travestis e transexuais foram assassinados. Em 2017, chegamos ao triste patamar de um assassinato a cada 48h, segundo dados da ANTRA. A Marcha foi pensada a partir da potência que fora a Marcha do Orgulho Trans de SP (junho), onde esta população esteve em primeiro plano, marchando com o orgulho de ser trans, nas ruas da maior cidade do país. Neste sentido, o objetivo é a visibilidade positiva, o empoderamento, o lugar de fala e sensibilizar a sociedade baiana sobre os direitos das pessoas trans. Vale destacar que esta marcha é fruto da organização de um processo coletivo de pessoas trans de diversos espaços e regiões da Bahia. E que com suas bandeiras de lutas estarão gritando com toda força “Abaixo a Transfobia”. É necessário lembrar que, com essa marcha, a comunidade está colocando nas ruas as bandeiras de luta, já que esses temas quase nunca estão destacados nas paradas LGBT. Entendendo a complexidade histórica e social em que estão inseridas as urgências e demandas da comunidade de travestis e transexuais, é chegada a hora de colocar esse bloco e essas vozes na rua. Esse é um momento ímpar e pioneiro, pois pela primeira vez a população trans está produzindo e protagonizando essa ação. A idéia é que cada pessoa Trans tenha nesse momento o seu papel de atuação de forma coletiva ou individualizada. Pois as vozes precisam ser gritadas de diferentes formas e tons. De acordo com a organização, é preciso lembrar que em muitas Paradas os direitos trans ainda não são lembrados. Esse convite é estendido a todos os cidadãos que apoiam a luta. Venham e tragam sua família para esse momento de visibilidade positiva.