Parada Gay de Salvador: GGB convida movimento LGBT baiano para construção da X Parada Gay de Salvador

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4 de julho de 2011
por Genilson Coutinho

A semana do Orgulho LGBT de 2011 foi de Luiz Mott e, como não poderia deixar de ser, cheia de surpresas. Na terça-feira 28, data em que se comemorou os 43 anos do Levante de Stonewall, a SJCDH lançou o livro “Boletim do GGB: 1981- 2005”. O principal editor da obra, Luiz Mott, anunciou a nova “fase ternurinha”. “Não estou mais para brigas e provocações”, afirmou na mesa, após citar as divergências com as entidades mais recentes do movimento LGBT, “muitas delas fundadas pelo GGB”. Na sessão especial sobre o Orgulho LGBT, realizada pelas vereadoras Vânia Galvão (PT) e Olívia Santana (PCdoB) na Câmara de Salvador na quinta 30, ele foi ainda mais longe.  Chamou as demais entidades do movimento LGBT para realizar a Parada LGBT de 2011. “Vamos chamar uma reunião com as entidades filiadas ao Fórum Baiano LGBT para organizar a 10ª Parada”, disse Mott, interrompido por aplausos. Mas pediu que a caminhada continuasse sendo intitulada de “Parada Gay”, por ser uma palavra mais conhecida do que a expressão “LGBT”. Aproveitou para criticar a “divisão” do movimento explicitada na sigla, e propor a utilização do termo “homofobia” para contemplar a todas as formas de discriminação contra LGBT. O resto foi só ternura.

O decano do movimento LGBT baiano ainda fez um histórico da relação com a Câmara Municipal de Salvador, de saíram alguns dos primeiros apoiadores da luta LGBT no estado, mas que abrigou reacionários históricos. Fez uma crítica à postura dos vereadores Joceval Rodrigues (PPS) e Pastor Luciano (PMN), que votaram contra a realização da sessão especial. E solicitou que seja colocada uma placa na Esquina do Arco-Íris no dia da Parada de Salvador, em 11 de setembro.

A relação difícil de Mott com outros setores do movimento LGBT sempre dificulta o reconhecimento de seu papel no movimento LGBT, e a centralização da organização da Parada era um dos nós da relação. No entanto, as arestas têm diminuído bastante no período recente, com gestos de ambos os lados e esse foi o avanço mais concreto. No dia seguinte ao gesto de abertura, LGBT comentaram o fato. “Sou testemunha de um momento histórico”, relatou Ricardo Santana. “É um marco”, reconheceu Jurandyr Telles, do Grupo Saphos (de Ilhéus). “Vamos arregaçar as mangas”, disse Geverton Luiz, da Adé Diversidade.

 

Fonte: Forum Baiano LGBT

Foto: Reprodução