Para fortalecer “bromance”, héteros preferem sexo a três envolvendo melhor amigo

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22 de março de 2018
por Genilson Coutinho

Foto: Reprodução

Acapa

Um estudo realizado pelo sociólogo Ryan Scoats, da Universidade de Birmingham, o “bromance” – relação próxima, mas não sexual entre dois homens – está fazendo com o que os jovens apimentem cada vez mais suas vidas sexuais, façam cada vez mais sexo a três e, principalmente, passam a ter maior tolerância com a homossexualidade.

Essas relações acontecem, geralmente, com dois homens (que não interagem sexualmente entre si – ou interagem pouco) e uma mulher, caracterizando assim o “bromance”. Esse tipo de relação, de acordo com o site Daily Mail, estaria fortalecendo relações de amizades, por envolver alto nível de intimidade.

Segundo Ryan, encontros entre alunos envolvendo o ménage à trois foram se tornando cada vez mais comum. Segundo o pesquisador, 10 de 30 de seus alunos confessaram a ele ter vivido pelo menos uma relação a três nos último ano e seis já tinham passado por mais de uma experiência dessas. Alguns tiveram em trios com duas mulheres e um homem e outros participaram de relações com dois homens e uma mulher.

Ainda segundo o sociólogo, quando as relações acontecem entre dois homens e uma mulher, é comum que os homens interajam entre si. Um dos alunos do professor, Matthew conta que “foi bastante divertido, uma boa experiência. Houve um pouco de brincadeira entre nós dois (ele e o amigo) e isso foi muito bom e bastante agradável” afirma.

Para Ryan, essa relação entre amigos pode ser considerada uma interação “semi-sexual”. “A tendência ligada ao bromance mostra que os homens modernos estão mais à vontade com seus amigos do sexo masculino e isso indica que eles estão mudando junto com a sociedade, que está ficando menos homofóbica”, conclui.

Uma outra pesquisa da Universidade de Winchester sugere que muitos homens acham o bromance mais gratificante do que seus relacionamentos românticos com as mulheres. Os pesquisadores descobriam que os homens se sentem “menos julgados” pelos amigos do mesmo sexo, mais próximos e também acharam mais fácil resolver os conflitos e falar abertamente sobre o que estão sentindo.