Obra prima de Steven Spielberg e J.J. Abrams chega ao cinema

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13 de agosto de 2011
por Genilson Coutinho

Quem vê as primeiras cenas do garoto americano com uma câmera na mão pode até pensar que o filme Super 8 será sobre as vidas de dois grandes cineastas do mundo, Steven Spielberg e J.J. Abrams. Na verdade, o longa-metragem faz uma homenagem aos pequenos aspirantes da indústria cinematográfica, também exaltando o estilo de filmagem moldado por Spielberg desde a década de 60 e desenvolvido por Abrams posteriormente. No filme, eles assumem as posições de produção e direção respectivamente, sendo que Abrams ainda participa como roteirista.

A história de Super 8 já começa com um mistério, seguindo sucessos como Lost, E.T. O Extra – Terrestre, Cloverfield e Guerra dos Mundos – trabalhos anteriores de Abrams e de Spielberg. A primeira cena acontece em um funeral ambientado no ano de 1979, onde o pequeno Joe Lamb (interpretado pelo novato Joel Courtney) acaba de perder a mãe em um acidente. Assim como Joe, Jackson Lamb (Kyle Chandler, O Dia Em Que a Terra Parou) também está de luto pela morte de sua esposa. O mistério é a causa da morte, que não fica clara nos primeiros minutos do filme.

Quatro meses depois, vemos Joe e seus amigos de férias, prontos para rodar um filme com uma câmera super 8 para uma competição. A ideia parte de Charlie, Riley Griffiths, que entra como diretor e roteirista fascinado pelo mundo do cinema e pelas histórias de zumbis e monstros. Desta empreitada ainda participam Cary, Martin, Preston e Alice Dainard, interpretados respectivamente por Ryan Lee, Gabriel Basso, Zach Mills e Elle Fanning. O destaque durante o filme fica com Elle, que mesmo sendo irmã da Dakota Fanning, consegue romper com o parentesco e mostrar uma atriz versátil e talentosa.

Para começar as filmagens, Charlie decide levar todo o elenco à estação de trem, com o objetivo de dar mais veracidade a produção. Lá, ele distribui as tarefas, deixando Joe encarregado da maquiagem e figurino, Cary dos efeitos especiais e Preston da câmera. O papel de Martin seria a de um detetive que tenta conciliar o casamento com a luta contra zumbis, enquanto Alice seria a sua esposa, preocupada com o bem-estar do marido. Tudo pronto, até que um trem se aproxima da estação e colide com um veículo de pequeno porte, causando um descarrilamento de proporções catastróficas.

Essa tragédia é que dará o rumo da história de Super 8. O grupo de amigos que estava filmando na plataforma agora se dispersa, tentando sobreviver à colisão. Os efeitos especiais envolvidos na cena surpreendem não só porque parecem reais, mas também porque são de uma proporção gigantesca. Quando a explosão acaba, os amigos se reúnem e tentam descobrir o motivo pelo qual o veículo colidiu com o trem e qual a carga que estava sendo transportada. Estava, porque agora o trem se apresenta vazio.

A partir da catástrofe, os moradores da cidade começam a desaparecer misteriosamente, deixando uma trilha de destruição. Jackson, pai de Joe e policial da cidade, parte para investigar os acontecimentos e conhece Nelec, interpretado por Noah Emmerich, um coronel das Forças Armadas que esconde o segredo sobre o conteúdo do trem. Com as investigações, Jackson descobre que o os desaparecimentos não estão acontecendo por acaso. Enquanto isso, o grupo de amigos também parte para buscar o que estava nos vagões, e encontra a final a causa de toda a tragédia.

Super 8 é indiscutivelmente um reflexo da forma como Steven Spielberg e J.J. Abrams constroem as suas obras. Da filmagem a iluminação, tudo revela o estilo característico dos dois cineastas. No entanto, o filme Super 8 consegue superar outras produções por adaptar o jeito de se fazer cinema às novas tecnologias, criando assim um equilíbrio entre experiência e inovação. Para quem gosta do estilo “Spielberiano” e “Abramiano”, este longa certamente se consolidará como uma das obras primas da cinematografia do século XXI.

Por Bira Vidal

Bira Vidal Jornalista – Jornalista

Jornalista formado pela Cameron University no estado de Oklahoma, Estados Unidos. Apaixonado por comunicação política, decidiu voltar ao Brasil para se dedicar ao Direito, onde atualmente cursa na Universidade Federal da Bahia. Fascinado por artes e culturas, passa maior parte do tempo entre filmes, livros e música brasileiros e estrangeiros. Pretende se aprofundar nos instrumentos da comunicação usados na política, e vice-versa.