O que você fez hoje para ter orgulho de ser gay?

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24 de fevereiro de 2011
por Genilson Coutinho
Essa é a pergunta que o Grupo Gay da Bahia (GGB), faz para toda a população homossexual da Bahia e do Brasil com o objetivo de estimular gays, lésbicas e travestis a desenvolverem sua cidadania através do combate cotidiano da homofobia internalizada representada por diversos aspectos que invadem nossas vidas.
O GGB considera que a homofobia é introjetada na vida dos homossexuais através da pressão social representada pelas religiões conservadoras, via  instituição familiar,  escola, mídia, levando os gays a serem dominados pela homofobia internalizada, reproduzindo os mesmos preconceitos ao se relacionar com outros homossexuais.  “A homofobia é tão presente, expressada em atos e falas dos gays que eles nem sentem”, diagnostica  Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.
O ativista acredita que essa homofobia interna é prejudicial à consolidação de uma cultura homossexual proativa.  A entidade também critica os homossexuais que vivem essa homofobia latente e hostilizam e atrapalham a vida de outros homossexuais e por conseguinte não se envolvem em ações do movimento de emancipação homossexual em sua luta contra o preconceito e discriminação (homofobia institucional e cultural), tão presente  no bullyng, nos assassinatos de LGBT.
Muito gays e lésbicas não sentem a crueldade da homofobia porque não se vêem  atingidos diretamente  por ela, seja porque realmente ainda não foram vitimizados, ou devido à alienação, fingem que o preconceito não os atinge. “Isso é um engano, é questão de tempo, um dia ele ou ela vai sentir na pele a dor da discriminação homofóbica, aí então vai lamentar não ter feito nada antes para combate-la”, conclui Cerqueira.
O ativista Julian Rodrigues do Grupo CORSA de São Paulo fala com orgulho de sua orientação sexual.  “Sou gay, tenho orgulho do que sou. E, se não viemos ao mundo a passeio, não dá para esconder algo tão fundamental em nossa vida, que é nossa sexualidade, nossa libido, a forma como amamos”, diz. O ativista ainda diz que o respeito deve ser a norma entre os diversos.  “Sair do armário faz bem para saúde, traz felicidade. Só viveremos em uma democracia de fato quando todos nos respeitarmos pelo que somos. Somos todos iguais, sendo todos diversos”, conclui.
Pensando estimular Gays, Lésbicas e Travestis a uma postura ativa no combate a homofobia internalizada e externa, o GGB sugere uma série de dicas para que os homossexuais possam melhor combater essa praga do século. São ações simples que se efetivadas de forma coletiva, certamente podem representar causar  grande impacto na mudança deste comportamento imposto pela sociedade heterrorsexista.
O que você fez hoje para ter orgulho de ser gay?
1)Você procurou conhecer os seus direitos de cidadão?
2)Você se informou e se agendou para participar dos próximos protestos, marchas e Paradas do Orgulho LGBT na sua cidade e região?
3)Você acessou algum site ou  blog gay, ou postou em alguma rede social algum conteúdo combatendo  a homofobia?
4)Você procurou se informar sobre as formas de registrar e denunciar alguma violência homofóbica ou alguma discriminação contra translesbigays?
5)Você revelou hoje para alguém que é gay ou lésbica?
6)Você falou para algum membro mais próximo de sua família que é gay e tem orgulho disso?
7)Você beijou seu namorado em local público para demonstrar seu afeto?
8)Você andou de mãos dadas ou abraçados com seu namorado ou namorada publicamente hoje?
9)Você disse no seu lugar de  trabalho que é gay e deseja ser respeitado por isso?
10) Você deixou de fingir ser namorado de sua lésbica ou bissexual frente a seus amigos heterossexuais e familiares, ou nas baladas?
11) Você deixou de criticar os gays mais afenimados e pintontosos só porque eles são diferentes de você?
12) Você se dirigiu de forma cordial a uma colega trans ou travesti, evitando chamar de nomes que não são socialmente aceitos por elas?
13) Você postou em seus sites de relacionamentos informação sobre sua verdadeira orientação sexual?
14) Você fez uma doação financeira ou trabalho voluntário a uma ong gay de sua cidade ou região?
15) Você deixou de apresentar mulheres bissexuais aos bofes homofóbicos que freqüenta boates GLS porque acham que é mais fácil “catar minas” que nas boates heteros?
16) Você retirou a palavra “descarto afeminados” do seu perfil anônimo em sites de relacionamentos gay? ( Da Redação do site).

Fonte: GGB

Foto : Reprodução