O que Jean está vivendo prova que não estamos em um Estado de Direito’, avalia Marta

Comportamento, Social
25 de janeiro de 2019
por Genilson Coutinho

Líder do PT na Câmara de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) repudiou, veementemente, nesta quinta-feira (24), as ameaças constantes que o deputado federal Jean Wyllys (PSOl) vem sofrendo ao longo dos últimos anos e que se intensificaram com a eleição do atual presidente, levando-o a decidir pelo abandono do mandato e pela saída do país.

Para ela, quando um parlamentar sofre ameaças de morte ao ponto de abandonar o país, há uma nítida demonstração de que a população não mais vive em um estado de direito. A vereadora acredita que a decisão de Jean deve ter sido tomada a partir de muita reflexão por parte dele e de seus familiares, mas  representará uma enorme perda para todos os movimentos sociais, ONGs e brasileiros que lutam por justiça social e contra a LGBTfobia.

Marta ressalta, no entanto, que apenas o deputado pode medir os riscos de sua própria integridade física e não cabe a ninguém julgar a decisão.  “É uma  grande perda para nós, brasileiros e brasileiras. Mas eu respeito a decisão, pois estamos vivendo num estado de exceção, onde um parlamentar é constantemente ameaçado de morte e outros colegas apenas fazem chacota da situação. Jean é um guerreiro e sua luta continuará”, disse a vereadora.

Além das graves ameaças de morte, acrescenta a edil, é de chocar todo brasileiro, que respeita a democracia, a postura da família Bolsonaro ao saber da decisão do parlamentar. “Eles simplesmente fizeram chacot, disseram ‘vá com Deus’.  Perderam o decoro, o respeito à democracia. Eles são a prova de que vivemos num estado de exceção, onde um parlamentar ameaçado de morte é motivo de riso pelo presidente da República e seus familiares. O mundo precisa cada vez mais tomar conhecimento do que estamos vivendo”, declarou.

Segundo a vereadora, a luta de Jean não vai acabar. “Jean tem seguidores, tem admiradores e estamos do lado dele seja qual for a decisão que ele tomar”, declarou.