O projeto Teatro Escola vai virar documentário sendo modelo de referência na educação na cidade de Salvador

No Circuito, Teatro
18 de outubro de 2018
por Genilson Coutinho

Teatro Escola, projeto pioneiro na formação artística de jovens afrodescendentes e afroindígenas, vai virar documentário pelas mãos de alunos dos cursos de Relações Públicas e Publicidade e Propaganda da Universidade Católica do Salvador (Ucsal). Através de depoimentos dos professores e alunos do Teatro Escola, a produção vai destacar a metodologia de ensino inovadora do projeto, que busca desconstruir o formato de aprendizagem dos alunos,  além de apresentar a sua estrutura física e organizacional. Sob o tema ”Um olhar artístico na pedagogia contemporânea”, o roteiro busca destacar a importância de apoiar iniciativas como o Teatro Escola, que tem como objetivo principal a formação de jovens nas áreas artísticas e culturais na capital baiana. O documentário começa a ser produzido ainda neste mês, sendo apresentado até o final do ano na Universidade e em seguida lançado nas redes sociais.

Teatro Escola

Localizado no Teatro Jorge Amado, um dos principais espaços de Salvador, o Teatro Escola é uma idealização do diretor artístico do teatro, Nell Araújo. O projeto foi lançado em 2017 e já contemplou mais 300 jovens na faixa etária entre 16 e 24 anos, de diversas regiões da capital baiana e Região Metropolitana. A grade artística da escola é formada por seis cursos profissionalizantes, sendo esses; Teatro, Dança, Fotografia, Maquiagem, Produção Cultural e Iluminação Cênica. Além das modalidades artísticas, a grade curricular do Teatro Escola também oferece 11 disciplinas extracurriculares voltadas para cultura afro brasileira, história e política.

Itáu Cultural

Através do Teatro Escola, o Produtor cultural Gestor Artístico do Teatro Jorge AmadoNell Araújo, foi um dos 30 gestores escolhidos para a Especialização em Gestão Cultural Contemporânea: da Ampliação do Repertório Poético à Construção de Equipes Colaborativas, Itaú Cultural, em parceria com o Instituto Singularidades. Durante a seleção, Nell apresentou o projeto que utiliza os conceitos da Pedagogia do Oprimido e da Pedagogia da Autonomia. A iniciativa do produtor foi uma das mais notáveis entre os inscritos e rendeu ao Gestor uma bolsa para a especialização que é reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). O curso, que tem duração de um ano, busca complementar à formação dos gestores a partir da ampliação de seu próprio repertório. Desde agosto, as atividades estão sendo ministradas em quatro lugares do país: no Itaú Cultural (São Paulo/SP), no Teatro de Contêiner Mungunzá (São Paulo/SP), no Condomínio Cultural (São Paulo/SP) e na Fundação Casa Grande (Nova Olinda/CE).