Noite de Autógrafos com Maitê Proença no Teatro SESC Casa do Comércio

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15 de maio de 2013
por Genilson Coutinho


Nos próximos dias 18 e 19 de maio, Maitê Proença estará no foyer do Teatro SESC Casa do Comércio para uma Noite de Autógrafos do livro É duro ser cabra na Etiópia. Recentemente lançado no Rio de Janeiro, o livro é o terceiro da sua carreira e chega às livrarias pela editora Agir.
Conhecida pela dramaturgia, Maitê Proença também é autora, diretora e agora editora. A inovação salta aos olhos já no projeto gráfico, absolutamente original, criado por Maitê junto aos designers da Cubículo, com páginas coloridas que foram diagramadas cada uma de um jeito. Os temas e estilos dos textos variam, mas giram em torno de um desafio: deixar a imaginação correr solta dentro do limite de 1.500 caracteres, de preferência com uma boa dose de humor. A partir de 1.622 crônicas enviadas à artista por meio de um site criado por ela especialmente para receber o conteúdo, foi feita uma seleção rigorosa. Entre os autores estão anônimos e famosos, como José Eduardo Agualusa, Tatiana Salem Levy, Clarisse Niskier, Jorge Forbes, Carlos Heitor Cony e a própria Maitê.
A ideia surgiu de forma inusitada. O título foi pensado durante um almoço, quando Maitê conversava com amigos sobre a origem do café. Acredita-se que primeiros grãos foram encontrados nas fezes de cabras africanas e, pensando nisso, a editora questionou se o pastor teria percebido a animação dos animais e imaginado que faria o mesmo efeito no corpo humano. Maitê pensou que o bicho já não poderia praticar suas atividades mais primordiais em paz depois que o pastor confirmou os efeitos da planta, soltando a frase quase surreal que dá título ao livro: “É duro ser cabra na Etiópia”. Naquela mesma noite, de volta ao Rio, foi assistir a uma peça de teatro de improviso, em que a plateia era convidada a oferecer uma frase, e a partir dela, o grupo de atores portugueses — acrescido dos convidados Pedro Cardoso e Graziella Moretto — elaborava um esquete de 30 minutos. Foi então que Maitê se lembrou do almoço na serra e, novamente, soltou a frase inusitada. Os improvisadores engasgaram com tamanha dificuldade, mas deram conta da tarefa.
Dois dias depois a história foi parar nos jornais e, ao ler a própria frase, Maitê percebeu que poderia render um bom título. Mas para quê? “Minha cabra havia nascido do acaso, rendera num teatro do inesperado, seria coerente usá-la no contexto da surpresa. Porque não elaborar um livro com material desconhecido? Inventar algo a partir do que não domino ou determino, e lidar com aquilo à medida que fosse se apresentando?”, pensou a autora.
Convidar escritores já consagrados foi uma estratégia para inspirar os novatos. Deu certo: a obra apresenta 180 textos selecionados, enviados de todos os cantos do Brasil, Portugal e Angola. Com o conteúdo em mãos, a autora começou o trabalho de edição. Reuniu, selecionou, agrupou os textos com alguma relação entre si e resolveu ordenar os assuntos por afinidades temáticas surgidas ao acaso. Na seleção, há crônicas sobre as diferenças entre homens e mulheres, o envelhecimento do corpo, a política e o sexo, entre outros temas. A revolta de alguns autores contra os limites dos 1.500 caracteres ganhou um capítulo à parte.
Resolvida a seleção literária, em que Maitê pregou seus textos preferidos nas paredes de seu sítio e inseriu divertidos comentários, teve início a etapa gráfica. A editora mais uma vez pediu a contribuição do público, que enviou fotos, desenhos e pinturas. Feita a seleção, a dupla Bleque e Fábio, da Cubículo, trabalhou com Maitê para fazer um livro diferente, uma verdadeira obra de designer. Seguindo as regras, a capa também fio criada por meio de uma colaboradora, Lilian Vidal. Lilian, que não é designer, enviou sua sugestão de imagem pelo site e acabou sendo selecionada. Pensando naqueles que não conseguiram contribuir com textos e imagens, algumas páginas foram deixadas em branco, para que o leitor possa personalizar o livro, fazer anotações e deixar suas impressões.

• Também nos dias 18 e 19 de maio, Maitê Proença estará em cartaz no Teatro SESC Casa do Comércio com o espetáculo ‘ À Beira do Abismo me Cresceram Asas’ às 20 horas.

Serviço
Noite de Autógrafos do livro É duro ser cabra na Etiópia de Maitê Proença
Onde: TEATRO SESC Casa do Comércio

Quando: 18 e 19 de maio

Horários: Após o espetáculo ‘À Beira do Abismo me Cresceram Asas’, previsão às 21h30min

Quanto: Entrada Gratuita