No Dia Nacional da Saúde, ativistas pedem por melhor assistência aos pacientes com HIV e Aids

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5 de agosto de 2013
por Genilson Coutinho

Neste 5 de agosto, comemora-se o Dia Nacional da Saúde. A data foi escolhida em homenagem ao médico sanitarista Oswaldo Cruz, que nasceu no mesmo dia, em 1872. A pedido da Agência de Notícias da Aids, ativistas de diferentes regiões do País mandaram mensagens por conta da data, para pensar a situação da epidemia de HIV/aids.

Jair Brandão, da ONG Gestos de Pernambuco e membro da Comissão de Aids, Tuberculose e Hepatites Virais no Conselho Nacional de Saúde, pede que o tema não seja lembrado só no dia de hoje. “Que seja pensada uma saúde integral, com equidade e principalmente com respeito aos direitos humanos”, disse ele.

Reivindicação parecida é a de Américo Nunes Neto, do Instituto Vida Nova, de São Paulo. Para o militante, não há muito o que comemorar, e o dia deve ser visto mais como um dia de mobilização e reivindicação. “Não só pela falta de profissionais na saúde, mas também de suporte para que possam trabalhar. O importante é garantir a qualidade da assistência de um modo geral”, opina.

Renato da Matta, do Grupo Pela Vidda de Niterói, pede: “Dignidade, respeito, um tratamento adequado. Coisas infelizmente deixam muito a desejar não só na aids, mas em todas as patologias”. Para o ativista, algo que está negligenciado e que é pouco falado pelo governo é a saúde mental. “Se não se tem uma saúde mental boa, todo o resto do corpo também padece”.

Participante do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas e residente no estado da Bahia, Rosária Pires alerta para a situação das mulheres soropositivas. Segundo ela, há muito pouco apoio para essas mulheres e muitas estão desempregadas por causa do preconceito. “As pessoas têm que lembrar que nós somos seres humanos. O que mata não é o HIV, é o preconceito”, diz ela.

Aids no Brasil

Desde o início da epidemia, em 1980, até junho de 2012, O Brasil tem 656.701 casos registrados de aids, de acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Em 2011, foram notificados 38.776 casos da doença e a taxa de incidência de aids no Brasil foi de 20,2 casos por 100 mil habitantes.

Atualmente, ainda há mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Esse aumento proporcional do número de casos de aids entre mulheres pode ser observado pela razão de sexos (número de casos em homens dividido pelo número de casos em mulheres). Em 1989, a razão de sexos era de cerca de 6 casos de aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2011, último dado disponível, chegou a 1,7 caso em homens para cada 1 em mulheres.

A faixa etária em que a aids é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 25 a 49 anos de idade. Chama atenção a análise da razão de sexos em jovens de 13 a 19 anos. Essa é a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres. A inversão apresenta-se desde 1998. Em relação aos jovens, os dados apontam que, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, há tendência de crescimento do HIV.

Fonte: Agência Aids de Notícias