‘Nasce uma estrela’ emociona com casal e trilha apaixonantes

Cinema, No Circuito
7 de outubro de 2018
por Genilson Coutinho

Bradley Cooper e Lady Gaga em cena de ‘Nasce uma estrela’ — Foto: Divulgação

Um diretor estreante, uma atriz nada experiente, uma trama manjada e, para completar, esta foto de cartaz aí acima que parece uma capa de caderno dos anos 90.

“Nasce uma Estrela” tinha chances de causar arrepios pelos motivos errados. Mas quem for ao cinema a partir do dia 11 de outubro provavelmente vai se arrepiar de emoção mesmo.

A primeira vez de Bradley Cooper como diretor é muito certinha: ele não apela para excessos, reviravoltas ou tiques de estreante. O ator de 43 anos comanda um drama musical sem clichês e com temas atuais da cultura pop.

Ele precisa só de três minutos para nos fazer apaixonar pelo casal do filme, com os dois se conhecendo em meio a amizades com drag queens e goles de gin com comprimidos para atenuar dores de ouvido e da depressão.

É uma proeza fazer algo sem clichês, levando em conta que este é o quarto filme com o nome “Nasce uma Estrela”. Os outros (de 1937, 1954 e 1976) também eram baseados em uma ideia dos roteiristas William A. Wellman e Robert Carson.

Desta vez, Ally é uma garçonete aspirante a cantora pop (Lady Gaga) e se torna aposta amorosa e musical de um cantor de country rock decadente (Cooper).