Mulheres trans rompem barreira do preconceito e conquistam espaço no mercado de trabalho em Salvador

Social, Tem Direito
7 de março de 2015
por Genilson Coutinho

paulett

As comemorações em homenagem ao Dia Internacional da Mulher que será celebrado neste domingo (8), é também um dia de muitas felicidades e realizações para mulheres trans baianas que tem rompido a barreira do preconceito e conquistado cada vez mais espaço no mercado de trabalho, na política e nas universidades.

Dentre essas lutadoras está Paulette Furacão, primeira transexual a ocupar um cargo no governo do estado da Bahia, no comando da Coordenação do Núcleo LGBT da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. Quem pensa que Paulette vive somente no ar-condicionado do gabinete está enganado. A rotina dela que tem início nas primeiras horas da manhã em reuniões, eventos promovidos e apoiados pelo Núcleo, são algumas das atribuições da coordenadora que durante a semana participa de mais de 10 reuniões com o movimento LGBT, além de se dividir entre reuniões da secretaria e compromissos formais. Essas são algumas das demandas em Salvador, pois ela também tem a missão de atender os chamados da militância do interior nos finais de semana.

Leo Kret, ACM Neto, Paulett e Marina

Leo Kret, ACM Neto, Paulett e Marina

Outra guerreira do movimento LGBT e forte aliada na luta pelos direitos humanos é Marina Garlen, secretária do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT da Bahia  e militante gay. Nos plantões semanais no Centro, Marina recebe as solicitações da comunidade, além de representar a entidade em eventos nacionais em prol da causa. Nos planos de Garlen está a entrada na universidade no curso de serviço social. Focada nos estudos, Marina fez as provas do último Enem e celebra as conquistas para comunidade trans em Salvador. “Estou muito feliz, pois aos pouco vamos conquistando nossos espaços e diretos em diversos setores da sociedade com todo merecimento. Temos muito a celebrar neste Dia da Mulher, a inclusão do nome social nas universidades, os cursos  profissionalizantes para comunidade trans e a inclusão de novas mulheres trans nas secretarias do governo da Bahia, todas essas são conquistas a ser celebradas”, pontua Marina.

Mas além desse lado militante, Marina também é uma das grandes estrelas do transformismo baiano. A artista irá celebrar na madrugada deste domingo (08), no bar Âncora do Marujo, os seus 30 anos de carreira, ao lado de amigas de profissão em uma noite de homenagens as mulheres. Sobre o show, Marina conta que será uma noite de glamour, pois 30 anos não são trinta dias. “Estou separando uns quatro vestidos e uma trilha sonora que irá abalar as estruturas do Marujo, sem falar nas minhas convidadas que prometem algo bem no estilo Oscar”, brinca.

mari2

“É uma celebração do meu trabalho e sem dúvidas, uma grande homenagem as mulheres brasileiras. Será uma emoção, pois a celebração dos 30 anos também é uma vitória contra o preconceito, baixos cachês e falta de amor a arte”, completa Marina.