Miss Brasil Gay apresenta espetáculo de luxo e glamour

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7 de agosto de 2017
por Genilson Coutinho

Michelly X assina parte dos looks que desfilarão na passarela do evento

A 15 dias do Miss Brasil Gay, a expectativa e os preparativos para o concurso estão a todo vapor. A cerimônia, que acontece dia 19 de agosto no Terrazzo (Juiz de Fora – MG), vai reunir 27 candidatas, cada uma representando um estado brasileiro e o Distrito Federal. Os jurados irão avaliar os critérios a seguir: beleza, desenvoltura na passarela, carisma e empatia com o público. As candidatas farão dois desfiles, o de traje típico e o de gala.

Para participar do Miss Brasil Gay, as concorrentes passam por seleções em seus estados, assim como no Miss Brasil. Os participantes são homens, não podendo ser travestis ou transexuais, sendo proibida pela organização qualquer intervenção cirúrgica estética. A participação no evento é a realização de um sonho para as candidatas, que formam uma grande equipe para auxiliar na produção para o concurso.

Além da disputa entre as misses, outra competição paralela chama atenção nos bastidores: a guerra das agulhas. Os estilistas usam e abusam da inspiração – e dos brilhos- para criar o melhor traje da noite. Michelly X, que veste musas como Ivete Sangalo e Xuxa, Henrique Filho, que já vestiu Sabrina Sato e Adriane Galisteu, entre outros estilistas renomados assinarão parte dos looks que desfilarão na passarela do evento.

 O melhor show gay do país

A programação do Miss Brasil Gay ainda traz performances com as drag queens mais reconhecidas e influentes do país, que juntas formam um set list de shows poderoso, enaltecendo ainda mais a cultura drag. Ikaro Kadoshi, mestre de cerimônia e diretor artístico do espetáculo, possui uma carreira internacional consolidada, sendo eleito uma das 34 drags queens mais conhecidas do mundo, além do programa RuPaul’s Drag Race. Ele será um dos apresentadores do programa “Drag Me as a Queen – Uma Diva Dentro de Mim!”, do canal E!.

Alexia Twister, que também se apresenta no evento, participa de shows por todo o país e tem como principal característica a facilidade de encarnar qualquer estilo ou personagem. A drag arrancou elogios de Lady Gaga ao fazer o cover de Applause, sucesso da diva internacional.

Rita Von Hunty, outra estrela a se apresentar no palco do Miss Gay, é um ícone. Apresentadora do canal E! e youtuber no canal Tempero Drag, com mais 23 mil inscritos, a drag é mãe de dezesseis crianças e seu estilo pinup faz sucesso nas redes sociais.

Sasha Zimmer é conhecida nacionalmente como cover da Beyoncé. Vencedora da Academia de Drags 2, a artista também lança músicas em seu canal no Youtube. Falando na diva internacional, quem também se apresenta no Miss Brasil Gay é Beyoncé Ravell, artista de Juiz de Fora que ganhou o Brasil com suas performances.

Ava Simões, Miss Brasil Gay 2009, é outra estrela que prepara uma performance especial para o dia do evento. Para trazer uma boa dose de humor ao espetáculo, o lineup também inclui Suzy Brasil, drag queen famosa na cena carioca, que também atua como roteirista em programas como Ferdinando Show e Vai que Cola, da Multishow.

Os ingressos para o Miss Brasil Gay estão no 2° lote, com opções de arquibancada, camarote e mesa. Os pontos de venda são: Zine Cultural (R. Floriano Peixoto, 723 – Centro, Juiz de Fora), Zé Kodak (R. Halfeld, 608 – Centro, Juiz de Fora) e pela internet no www.missbrasilgay.com.

 Sobre o Miss Brasil Gay

Em 1976, na cidade de Juiz de Fora, o cabeleireiro Francisco Mota criou o Miss Brasil Gay. Trata-se de uma competição entre 27 candidatos (26 estados brasileiros e o Distrito Federal) onde é eleito o mais belo transformista do país. A principal regra é: os concorrentes devem ser do sexo masculino, não podem ser travesti ou transexual, sendo proibidas as intervenções cirúrgicas estéticas. O evento é conhecido internacionalmente, fato que lhe rendeu o registro como patrimônio imaterial do município em 2007.

O Miss Brasil Gay visa ser um evento social, com ingressos a preços populares, estrutura de qualidade, além de shows e presença de artistas reconhecidos nacionalmente. O concurso também tem como objetivos se tornar instrumento de luta em favor dos direitos dos homossexuais no Brasil e reposicionar a cidade de Juiz de Fora na rota do turismo LGBT, nacional e internacional.