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Ministério começa a distribuir medicamento que une tenofovir, lamivudina e efavirenz

Genilson Coutinho,
24/04/2015 | 18h04

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O Ministério da Saúde iniciou no último dia 13 a distribuição da dose tripla combinada composta pelos medicamentos tenofovir (300 mg), lamivudina (300 mg) e efavirenz (600 mg), aos pacientes com HIV e AIDS dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Antes, o medicamento estava disponível apenas para as pessoas que iniciavam o tratamento. Agora, a medicação será ofertada a todos os pacientes em tratamento que usam esta combinação de drogas, tanto os novos como os antigos. Esta é a última etapa da implantação do novo medicamento que irá beneficiar mais de 100 mil pacientes com HIV e AIDS. Desde 2014, o Ministério da Saúde investiu R$ 80 milhões na aquisição de 90 milhões de comprimidos. O estoque é suficiente para atender aos pacientes em tratamento e os futuros pacientes pelos próximos 12 meses.

Os medicamentos já eram distribuídos na forma individual. Os novos pacientes dos estados do Rio Grande do Sul e Amazonas, que possuem as maiores taxas de detecção do vírus, também já recebiam, desde agosto, a dose tripla combinada. Nesse período, cerca de 11 mil pacientes foram beneficiados nesses dois estados. O uso do medicamento 3 em 1 está previsto no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos, do Ministério da Saúde, como tratamento inicial para os pacientes soropositivos.

“A nova dose combinada representa um avanço importante na melhoria do acesso ao tratamento de AIDS no país, pois permite uma melhor adesão ao tratamento de pessoas que vivem com HIV e AIDS. Além de ser de fácil ingestão, o novo medicamento tem como grande vantagem a boa tolerância pelo paciente, já que significa a redução da atual dose, de quatro comprimidos, para um apenas”, explica o diretor do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita. Segundo ele, o tratamento consistia em dois comprimidos de lamivudina, um de efavirenz e um de tenofovir.

 Incorporações

Em 2014, o Ministério da Saúde incorporou novas formulações para os pacientes com AIDS, como o ritonavir 100 mg, na apresentação termoestável, possibilitando que o medicamento seja mantido em temperatura de até 30°C. A incorporação representou um importante avanço, uma vez que o medicamento distribuído anteriormente no SUS necessitava de armazenamento em câmara fria. A apresentação termoestável proporciona maior comodidade aos pacientes, facilitando a logística de armazenamento, distribuição e dispensação.

Em dezembro, o SUS passou a oferecer o medicamento tenofovir 300 mg composto com a lamivudina 300 mg em um único comprimido, o chamado 2 em 1. A nova formulação, produzida nacionalmente, é distribuída pela Farmanguinhos/Fiocruz. Ainda em dezembro, o Ministério da Saúde passou a garantir a todos os adultos com testes positivos de HIV, mesmo que não apresentem comprometimento do sistema imunológico, o acesso aos medicamentos antirretrovirais contra a AIDS pelo SUS. A medida também integra o novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV.

Da Agência Saúde