Mães e artistas se unem através da arte na luta contra LGBTfobia; veja as fotos

Notícias
10 de setembro de 2016
por Genilson Coutinho

Os idealizadores do projeto

O coletivo Mães pela Diversidade da Bahia reúne neste domingo (11), a partir das 15h30, um grupo de ativistas em direitos humanos no trio GuerreirXs que desfilará na 15ª edição da parada LGBT da Bahia. Dentre as presenças confirmadas para o trio estão o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ); Vilma Reis, que é ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia;  Leandro Colling, coordenador do Grupo de Pesquisa em Cultura e Sexualidade, CUS;  Tia Má , jornalista e digital influenciar Maíra Azevedo;  Keila Simpson, da Associação Nacional de Travestis e Transexuais;  Avelino Fortuna, ativista de direitos  humanos além de mães, pais e filhxs que integram o coletivo.

Projeto GuerreirXs :

“GuerreirXs é um projeto de empoderamento e visibilidade de pessoas trans e travestis, foi criado por três cis-aliados: na fotografia, a foto-ativista Andréa Magnoni, as ilustrações são do artista visual e ativista Roddolfo Carvalho, e a produção da educomunicadora e ativista Beth Dantas. A primeira etapa do projeto foi criada especialmente para ser uma exposição itinerante no trio do grupo “Mães Pela Diversidade”, na 15ª Parada LGBT de Salvador, em 11 de setembro de 2016, apresentando imagens de oito guerreiros em quatro painéis aplicados nas laterais do trio. Nessa etapa foram convidados oito homens trans, representando figuras míticas de guerreiros de diversas épocas e culturas, lembrando que a luta por dignidade, direitos, e até pela própria vida, é cotidiana, desde os tempos mais remotos.  Os guerreiros trans são: Théo Meireles (Viking), Diego Nascimento (Massai – tribo do Quênia), Pedro Scooby (Maori – tribo da Nova Zelândia), Theo Gonçalves (Pirata), Adriel Brito (Samurai), André Gonçalves (Tupinambá), João Hugo (Xangô) e Bruno Santana (Shiva). Corpos trans masculinos dão vida a esses guerreiros, nascidos de si mesmos. Seus corpos são fruto de suas batalhas diárias, e manifestam o espírito combativo contido em cada um deles revelando o que sustenta a determinação em se manterem firmes na guerra infindável pela visibilidade, respeito e reconhecimento social. Enquanto houver preconceito, haverá luta. Nossos guerreiros não irão descansar.”

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