LGBT: SJDHDS e Unifacs realizam bate-papo sobre Políticas Públicas e Diversidade

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29 de maio de 2019
por Genilson Coutinho
Foto: Camila Rangel/Ascom SJDHDS
Alunos de Psicologia e Serviço Social da Universidade Salvador (Unifacs) participaram, na tarde  da ultima  terça-feira (28), da roda de diálogo “Políticas Públicas e Diversidade”, promovida pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), em parceria com a universidade.
O bate-papo, que aconteceu no Campus Paralela da Unifacs, discutiu a importância de debater políticas públicas para a população LGBTQI+ e a inclusão da temática no dia a dia dos profissionais de saúde.
Na oportunidade, o coordenador LGBT da SJDHDS e também psicólogo, Gabriel Teixeira, explicou as conquistas alcançadas pela luta por direitos da população LGBTQI+ em âmbito estadual desde 2003, como a criação da Coordenação do Núcleo LGBT da SJDHDS em 2012, do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT (CELGBT) em 2014 e do Centro de Promoção e Defesa dos Diretos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CPDD-LGBT) em 2018.
“O processo de formação do psicólogo tem, como base, o respeito pela subjetividade do outro. E nós, profissionais de Psicologia, também precisamos entender que a política influencia no exercício da nossa profissão”, ressaltou.
Presente na mesa, Lara Canonne, psicóloga e representante do Conselho Regional de Psicologia (3ª Região – Bahia), apresentou as resoluções 01/99 e 01/18 do Conselho Federal de Psicologia aos estudantes, que estabelecem normas de atuação para os psicólogos em relação à orientação sexual e às pessoas transexuais e travestis, respectivamente. “A história da cura gay é proibida. Não é doença, não é transtorno, assim como diz as resoluções”, afirmou, comentando ainda sobre a retirada da homossexualidade da lista internacional de doenças pela OMS desde 1990.
Dentre os serviços oferecidos pelo Governo do Estado, através da SJDHDS, o CPDD-LGBT presta acolhimento e orientação psicossocial, a partir de acompanhamentos orientados por psicólogos e pedagogos, como explicou o psicólogo da unidade, Gabriel Leal. De 2018 até este ano, foram registrados mais de 2 mil atendimentos ao público LGBTQI+, a partir de questões como violência intrafamiliar e tentativas de suicídio.
Para a estudante de Psicologia e mulher trans, Lilin Argolo, discussões sobre a temática são ainda mais importantes dentro das universidades particulares. “Sou violentada todos os dias com coisas simples, como o uso do banheiro, e por não respeitarem meu nome social. Eu espero que a mudança aconteça”, pontuou.
Também participaram do encontro o representante da Coordenação LGBT da SJDHDS, Kaio Macêdo, Thifany Odara, Educadora Social e Redutora de Danos do CPDD, e a professora de Psicologia da Unifacs, Leonor Guimarães.