Lésbicas disputam na Justiça filho gerado em barriga de aluguel

Genilson Coutinho,
29/02/2012 | 09h02

Gisele, uma enfermeira de São Paulo, tenta há quatro anos provar na Justiça que é mãe de seu filho. Anos atrás, ela e sua companheira, Amanda, também enfermeira, decidiram ter uma criança por fertilização in vitro. Gisele cedeu os óvulos, que foram fecundados com o esperma de um doador anônimo. A companheira gestou o bebê.

Só que a relação acabou e Amanda se tornou evangélica. E esconde – literalmente – a criança dela. A ponto de Gisele ter visto o filho em dezembro somente após entrar com um mandado de busca e apreensão.

Gisele já entrou com ação pedindo reconhecimento de maternidade, mas o juiz a julgou improcedente. Hoje, ela tem direto apenas a visitas regulares. Sua advogada entrou com pedido de reversão de guarda, que foi negado, e ainda corre uma ação com pedido de guarda compartilhada.Com  informações  do jornal “Folha de S.Paulo” e os nomes são fictícios, pois o caso corre em segredo de Justiça.