Integrante do STOMP assina direção musical do espetáculo ‘Carnevalle’ da Companhia de Dança Kika Tocchetto

No Circuito, Teatro
15 de junho de 2015
por Genilson Coutinho

Foto_Kika e Marivaldo

O baiano Marivaldo Santos, integrante do grupo inglês STOMP e fundador do projeto cultural Quabales, está assinando a direção musical do novo espetáculo da Companhia de Dança Kika Tocchetto. Intitulado ‘Carnevalle’, o espetáculo full-on de dança contemporânea acontecerá nos dias 3, 4 e 5 de julho, no Espaço Cultural da Barroquinha.

Com um formato inovador, Carnevalle será uma experiência multissensorial com a participação ativa de seus espectadores. Bailarinos misturados ao público, projeções de VJ, música, números circenses, tudo isso junto para proporcionar uma sinestesia de impulsos e desejos físicos.

Inspirado na interatividade do grupo de dança argentino Fuerza Bruta, sem abrir mão de sua expressão artística própria, Kika Tocchetto desenvolveu um espetáculo que dialoga com outras artes como música, artes visuais, teatro e circo. Os bailarinos dividirão o palco com o grupo URBAN SOUNDS, formado pelos meninos do Quabales, que se apresentarão ao vivo.

Sobre o espetáculo
O enredo traz a tona o Carnaval da Bahia e suas cores, tradições, manifestações culturais e artísticas, fazendo uma nova leitura dos elementos presentes na Folia Momesca, como a fé, festa, alegria, gingado, amor, etc. “Para mim, a alegria e energia do carnaval são como uma vitamina para o resto do ano. Adoro a festa e acho que ela traduz a Bahia. Cada corpo solto dançante, cada pessoa tocada por aquele impulso gerado pelo batuque, a música e a forma como as pessoas se comportam, foi o que me motivou a abordar o tema”, revela Kika Tocchetto, diretora artística do espetáculo e bailarina.

Durante toda a sua trajetória como diretora artística da companhia, Kika vem buscando temas que sejam aceitos amplamente pela população para sensibilizar e formar público para a dança contemporânea. “A minha ideia sempre é popularizar a dança. Trazer para mais perto do público. Sendo assim, procuro entender: de que forma meus amigos que não frequentam teatro iriam me assistir? Tornando isso prazeroso, unindo a outras artes, fazendo do espetáculo uma grande experiência”, explica Kika.