Instituto boa vista debateu sobre as questões dos homens trans

Comportamento, Social
1 de abril de 2017
por Genilson Coutinho

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O Instituto Boa Vista, organização não governamental, com sede no Recife, promoveu no final da tarde de quinta-feira (30), a primeira edição da sua Roda de Diálogo. O evento aconteceu nas instalações do Santo Bar, casa do Grupo Metrópole, e se antecipou para marcar as comemorações do Dia Internacional da Visibilidade Trans festejado nesta sexta-feira (31). O debate de três horas de duração girou exclusivamente em torno do tema “O que querem os homens trans?”. Na ocasião foram discutidas as demandas, visibilidade e políticas dos homens trans em Pernambuco.

O debate mediado pelo assistente social Henrique Costa, da equipe do IBV,  contou com a participação dos ativistas trans Vick Leão (canal Clube do Bolinha); Dante Olivier e Lorenzo, ambos estudantes da Universidade Federal de Pernambuco. Também foram convidados à mesa  o psiquiatra Jadiel Silva, do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros – CISAM-UPE, aonde funciona o serviço multidisciplinar para homens trans; Gi Carvalho representante do Coletivo de Mães pela Diversidade e Maria do Céu, ativista LGBT e representante do Ministério da Cultura em Pernambuco.

O grupo discutiu especificidades da população trans masculina para articular demandas e fomentar ideias de políticas públicas. Na plateia os ativistas e representantes de entidades da comunidade LGBT  expuseram  questões temas, como saúde, sexualidade, educação, inclusão no mercado de trabalho formal, Lei de Identidade de Gênero, entre outros itens. “Tive a honra de abrir o evento que teve como objetivo denunciar os problemas de uma classe vitimada pelo preconceito de uma cultura que ainda deslegitima qualquer reivindicação política. Muito ainda tem o que se fazer”, afirma o sociólogo Acioli Neto, coordenador das atividades do Instituto Boa Vista.

Segundo Acioli Neto é importante  promover a visibilidade dos homens e mulheres trans para possibilitar a formulação de políticas públicas e garantia de direitos de cidadania. “Além de contribuir para diminuir a grave discriminação e preconceito a qual são submetidas essas pessoas”, frisou.