I Congresso de Diversidade Sexual e Gênero recebe inscrições

Comportamento, Social
5 de agosto de 2014
por Genilson Coutinho

congresso

Estão abertas as inscrições para xs interessadxs em realizar Intervenções Artísticas/Culturais nos dias do Congresso (02 a 05 de Setembro).

Serão selecionados trabalhos que se relacionem com a temática da Diversidade Sexual e de Gênero no quesito Fotografia, Desenho e Performance.
(O critério de seleção será baseado na temática e viabilidade de realização).

Xs interessadxs deverão enviar proposta até o dia 06 de agosto contendo uma breve explicação,demanda de espaço ( se necessário) e material para realização da mesma para o email: congressodivsex@gmail.com com assunto “Inscrição- Intervenções”.

Mais informações: www.congressodsg.wordpress.com

Sobre o Congresso:

O Congresso de Diversidade Sexual e Gênero surgiu da necessidade de discutir a temática inédita na Faculdade de Direito e Ciências do Estado da UFMG, demonstrando a sua relevância política, jurídica e ética na formação de uma sociedade democrática e plural. O Direito tende, muitas vezes, à negação de manifestações “dissidentes” relacionadas à sexualidade, à orientação sexual e ao gênero.

Por meio de uma distribuição desigual do acesso a direitos fundamentais, de um lado, a ordem jurídica atribui superioridade e privilégios àqueles que se adequam ao seu parâmetro binário e, de outro, reafirma a opressão e prejuízos a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e até mesmo a heterossexuais que porventura se afastem do padrão de heterossexualidade imposto. A negação de direitos não concerne apenas aos grupos afetados, mas representa um obstáculo à consolidação de um projeto de sociedade e de Direito democráticos e plurais.

A busca por direitos que contemplem a diversidade sexual e prezem pela inclusão e igualdade dos indivíduos e sua liberdade de escolha é uma luta que não deve se restringir à comunidade LGBT e aos movimentos sociais. Com a inserção da sociedade civil e de pesquisadores no debate sobre temas marginalizados, promove-se visibilidade política: as pessoas tendem a debater e adquirir conhecimentos mais refletidos acerca do tema.

Pensar na efetivação da Justiça dentro de um Estado Democrático de Direito, é reconhecer a existência de cada cidadão que integra a sociedade, não excluindo suas potencialidade múltiplas de autorreconhecimento, suas vontades e necessidades – bem como as normas, discursos e instituições que ainda podem ser direcionadas à concretização dessas potencialidades.