Grupo de pesquisa da UFBA destaca-se por abordar sexualidades

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31 de agosto de 2011
por Genilson Coutinho

A temática da sexualidade está em todos os ramos da sociedade, seja em programas de televisão, em livros ou até mesmo em conversas entre amigos. Transpondo essas manifestações da opinião para o meio acadêmico, o grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade (CuS) da Universidade Federal da Bahia iniciou no final do ano de 2007 suas atividades de discussão e apresentação de trabalhos, fazendo a ligação entre sexualidade e cultura, proveniente do comportamento humano. O grupo CuS atua a partir da Faculdade de Comunicação da UFBa e junto ao Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT).

Segundo Leandro Colling, um dos coordenadores do CuS, o objetivo do grupo é promover a pesquisa em diferentes áreas da sexualidade, mas também concentrar na abordagem de personagens não heterossexuais nos veículos de cultura, trabalhando na desconstrução de imagens e concepções passadas de forma errônea por ais veículos.

“Desde o início, estudamos as obras de autores centrais da Teoria Queer e realizamos uma pesquisa em conjunto, financiada pela Fapesb, sobre a representação de personagens não-heterossexuais nas telenovelas da Rede Globo. Além disso, realizamos eventos, como o Stonewall 40 + o que no Brasil? e mini-cursos de extensão para quem deseja se aproximar dos estudos da sexualidade”, explicou Leandro.

A atuação do grupo, no entanto, não se mantém entre quatro paredes, dentro somente da esfera acadêmica. Além de participar de eventos e congressos, os integrantes são encorajados a desenvolver projetos e trabalhos ligados à temática abordada durante os encontro, ou até mesmo aos assuntos de interesse particular. “Pesquisadores do CUS já apresentaram trabalhos em diversos eventos, a exemplo das últimas edições do Encontro de Estudos Multidisciplinares em cultura (Enecult), da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH) e do Fazendo Gênero”, disse Leandro.

Os participantes do Cus, por sua vez, são estudantes de vários cursos da própria faculdade, dos Bacharelados Interdisciplinares, de Antropologia, de Ciência Política, de Comunicação, de Letras, e inclusive do Mestrado em Cultura e Sociedade da Faculdade de Comunicação. A Escola de Teatro também é representada por uma de suas funcionárias. O grupo também interage com outros pertencentes à duas universidades baianas, como o Diadorim da UNEB (http://www.diadorim.uneb.br/) e o Corpo, Identidades e Subjetivações da UFSCar (http://www.ufscar.br/cis/).

De acordo com Djalma Thürler, outro coordenador do CuS, o alcance do grupo também parte da academia para atingir campos políticos e artísticos, incentivando assim a um maior diálogo entre a pesquisa e as manifestações desses temas abordados. Os resultados da atuação do CuS acaba fomentando mais produções e, assim, perpetuando a extensão de seu trabalho.

“Existe um saldo material, quantitativo. Além da ABEH e SNDH, temos  inúmeras participações em Congressos importantes no Brasil e no exterior, convites para curadoria de Seminários sobre Cultura LGBT, palestras que algumas prefeituras contatam, o evento “Stonewall 40 + o que no Brasil?” e o livro homônimo que acabou de ser lançado, a peça “O Melhor do homem”, que está em sua terceira temporada e iniciará turnê nacional em outubro. Mas tem outros saldos, a chance de com isso tudo estarmos criando uma política de equidade, ajudando e contribuindo para uma sociedade mais livre e “permeável”, mais saudável, portanto. E claro, formar novos pesquisadores que formarão outros tantos que continuarão lutando por liberdade.”, revelou Djalma.

Por Bira Vidal

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Leandro Colling, um dos coordenadores do CuS,