Google lança plataforma mundial com três mil anos de moda

In Moda
9 de junho de 2017
por Redação

ANSA

O site de buscas Google lançou uma coleção de moda virtual, a “We wear culture” (“Nós vestimos cultura”, em tradução livre), que reúne mais de 400 exposições e 30 mil fotos e vídeos.

A iniciativa é fruto de uma colaboração entre o Instituto Google Cultural e outras 180 instituições de 42 cidades, como Nova York, Londres e São Paulo, e está disponível na plataforma Google Arts & Culture.

Graças a tecnologias avançadas, a “We wear culture” permite que o usuário faça um “tour” pelos 3 mil anos de história da moda, passando pela antiga Rota da Seda, pela Corte de Versalhes e pelo punk britânico.

Um exemplo disso é um vídeo em realidade virtual que dá vida a quatro peças icônicas: o vestido da Chanel (1925) que tornou o “pretinho básico” essencial para todas as mulheres; o sapato de Marilyn Monroe (1950-60) criado pelo estilista italiano Salvatore Ferragamo; a camisa e saia da marca japonesa Comme des Garçons (1983) inspiradas no quimono; e o corpete de Vivienne Westwood (1990).

Para Amit Sood, diretor do Google Arts & Culture, o que as pessoas vestem é uma verdadeira obra de arte. “Elas podem ficar surpresas ao descobrir que o jeans ou aquele vestido preto que elas têm no armário são frutos de mais de 100 anos de história”, disse.

Também há uma mostra digital com a “presença” dos gigantes do mundo fashion, como Alexander McQueen, Marilyn Monroe, Coco Chanel, Salvatore Ferragamo, Audrey Hepburn, Christian Dior e Yves Saint Laurent.

Para os apaixonados por moda que querem mergulhar no setor sem sair de casa, é possível realizar diversas experiências virtuais 360º e visitar locais como o Metropolitan Museum of Art, que abriga a maior coleção de moda do mundo, em Nova York; o Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris; o MoMu Fashion Museum, em Antuérpia; ou o Palácio Pitti, em Florença.

As imagens em altíssima resolução permitem ainda que as pessoas vejam detalhes de um vestido de dragão usado pelo imperador chinês da dinastia Qing e de um casaco florido feito pela estilista Elsa Schiaparelli. Os interessados em aspectos culturais e sociológicos podem fazer um tour pelo movimento punk britânico e descobrir as peças do guarda-roupa de Frida Kahlo e Carmen Miranda. (ANSA)